CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – JESUS, ESSE DESCONHECIDO  – por Mário de Oliveira

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Durante a tarde de hoje, estou convidado pela BM de Figueiró dos Vinhos, a proferir uma conferência. Deixaram-me escolher o título da temática e eu decidi titular a intervenção, JESUS, ESSE DESCONHECIDO. Podem estranhar, pelo menos, duas coisas. 1, que eu aceite assumir-me como conferencista, 2 que tenha titulado assim a intervenção. Mas não se surpreendam. Não haverá conferência, como gostam de dizer-fazer as universidades e tudo o que é mundo da erudição. Haverá Maiêutica, Canto, Movimento, Libertação de dentro para fora, sucessivos partos, tantos, quantas as pessoas que acolham o convite e decidam estar activas no evento. Sou de todo incapaz de fazer conferências. Não está no meu ADN de Presbítero da Igreja-Movimento clandestino de Jesus, sal da terra e luz do mundo. Cujo Sopro feminino (Ruah, em hebraico) derruba todos os formalismos criados para nos distanciar uns dos outros, pois é Maiêutica em acção. Mais do que nos pôr a fazer/falar para os demais, faz cada uma, cada um fazer/falar. Mais do que exibir erudição/saber, faz sair cá para fora tudo o que de belo, de bom anda em cada pessoa, e também o que de horror e de maligno possa já estar instalado na mente-consciência de cada qual. Mas para haver o evento, as pessoas têm de fazer orelhas moucas a toda a campanha que as igrejas cristãs e demais poderes instituídos têm posto por aí a circular, para me descreditarem e ao ministério presbiteral que procuro levar por diante, totalmente alheio a interesses corporativos instalados. Desde louco para cima. Não suportam a minha liberdade, a minha audácia, o meu ser-viver de menino que não hesita em dizer que o rei, o papa, o poder vai nu. Eles sabem que, mal as populações percam os demónios do medo, do obscurantismo, assumem as suas vidas nas próprias mãos e dispensam toda a espécie de intermediários, tutores, messias, cristos. E lá se vão os sagrados covis de ladrões, os sagrados impérios financeiros, os sagrados altares. E até a sagrada Bíblia! É que Deus, o de Jesus, habita-nos mais íntimo a nós que nós próprios, num Tu-Eu-Nós inninterupto, que nos faz seres humanos, outros Jesus. Só então, Jesus deixa de ser esse desconhecido!

25 Outº 2014

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