OLGA RORIZ COMEMORA 40 ANOS DE CARREIRA COM VÁRIAS INICIATIVAS

Olga Roriz comemora 40 anos de carreira como coreógrafa e 20 anos de existência da companhia. Está preparada uma retrospectiva do seu trabalho por todo o país, em vários locais.

De 11 a 13 de Fevereiro, às 18h30, pode, ainda, assistir-se, gratuitamente,  a uma mostra de vídeos do repertório de uma das companhias mais relevantes da dança contemporânea portuguesa, no Teatro-Estúdio Mário Viegas.

 Olga_Roriz

MOSTRA DE VIDEOS DO REPERTÓRIO DA COMPANHIA OLGA RORIZ
1995 | Introdução ao Princípio das Coisas II, Finisterra II
1996 | Propriedade Privada
1998 | Anjos, Arcanjos, Serafins, Querubins,… E Potestades, Propriedade Pública
2000 | Os Olhos de Gulay Cabbar
2001 | Código md8
2002 | Não Destruam Os Mal-Me-Queres
2003 | Jump-Up-And-Kiss-Me
2004 | Jardim de Inverno II, Confidencial
2005 | O Amor Ao Canto Do Bar Vestido De Negro
2006 | Daqui Em Diante
2007 | Paraíso
2008 | Inferno
2009 | Nortada
2010 | Electra, A Sagração da Primavera
2013 | A Sagração da Primavera-Solo
2014 | Terra

No sábado, dia  7 de Fevereiro, às 18h30, no Jardim de Inverno, com entrada livre, uma conversa com João Carneiro (jornalista e crítico de arte) e Daniel Tércio (professor e ensaísta), moderada por Aida Tavares (directora artística Teatro São Luiz), faz a retrospectiva da companhia Olga Roriz.
No Teatro São Luiz, na sala principal, pode ser vista de novo l revisita-se A Cidade, peça estreada em 2012 que pretende mostrar o desgaste que as cidades causam no ser humano, e Pets, um espetáculo criado em 2011 que propõe observar o inatingível.

Ficha Técnica

Uma co-produção Companhia Olga Roriz, Centro Cultural de Belém, Companhia Nacional de Bailado, Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal.

No ano em que comemora 40 anos de carreira e 20 de companhia, a coreógrafa e bailarina Olga Roriz volta ao Teatro São Luiz, palco que já pisou inúmeras vezes ao longo do seu trajeto, para assinalar o início de uma retrospetiva que irá decorrer ao longo de todo o ano em Lisboa, estendendo-se depois por todo o país.
Assim, nos dias 6 e 7 de fevereiro Olga Roriz vai apresentar no palco da Sala Principal do São Luiz “A Cidade”, um espetáculo que fala sobre “a pressão, contaminação, alienação e desgaste que as cidades causam no ser humano. Os seus segredos e as relações efémeras que se estabelecem entre habitantes. A liberdade perdida da sociedade capitalista. O controlo visível e invisível. As proibições. A perda de tempo. A falta de espaço. O perigo. A solidão. Todos os sinais, memórias e vivências foram matéria viva para a construção de um sentir coletivo traçado por percursos profundamente individuais. Lugares e pessoas comuns para cenas ora banais e quotidianas, ora invulgares e complexas. Um desfilar de momentos solitários, sem passado nem futuro, suspensos num curto tempo de vida em quadros vividos ou imaginados”, pode ler-se na sinopse do espectáculo.

Ainda no âmbito desta efeméride será exibida, entre os dias 11 e 13 de fevereiro, no Teatro-Estúdio Mário Viegas, uma mostra de vídeos do repertório da Companhia, de entrada livre.
Nos dias 13 e 14 de fevereiro, a coreógrafa volta ao São Luiz para apresentar “Pets”, “um espetáculo sobre nós, seres afetuosos, facilmente domesticáveis, afeiçoados, dóceis e selvagens, perigosos e cruéis. Falso! É um espetáculo onde nos propomos observar o inatingível. O privado e o público. O quotidiano, a rotina e os hábitos. O silêncio e a solidão. Os lugares apertados. O espaço sem espaço. A acumulação dos detritos. A reciclagem dos afetos, dos objetos, dos sentidos. A azáfama e a inércia reciclada. As pequenas palavras. A procura dos nomes. As presas e as surpresas. O jogo de poderes. A sedução. O desejo. O domador e o domesticado. As funções e disfunções. A dependência. Reações e confusões. A vivência possível. A ironia de uma partilha forçada. A falsa privacidade. O engano. O acaso. Brincar como se fosse ao acaso. Homens e mulheres afeiçoados por si próprios. Auto-domesticados. Selvagens. Um espaço interior com paredes, portas e janelas imaginárias. A luz é apenas uma memória. O som da cidade decepou-se no tempo. A clausura torna-se real”, lê-se na sinopse do espectáculo.

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