Na última sexta-feira muitas das crianças não tiveram escola. É que a greve dos trabalhadores não docentes obrigou ao encerramento de muitas das
escolas um pouco por todo o país, mais nas grandes cidades. A razão principal, a falta de pessoal, calculado em seis mil trabalhadores a nível nacional. A situação vai-se aguentando devido à inclusão de milhares de trabalhadores precários! Assim, exigia-se a abertura de concursos para integrar funcionários que se encontram a exercer funções com carácter permanente. Paralelamente a valorização da carreira e da tabela salarial, com a integração destes agora chamados “assistentes operacionais” na função pública.
O que se verifica é que, para fazer face às situações mais prementes, são recrutadas pessoas sem experiência de trabalho com crianças a 3,20 euros à hora! O actual salário médio dos assistentes operacionais ronda os 550 euros.
Pais e directores das escolas associaram-se a estas reivindicações que lhes são comuns pois garantem o bom funcionamento das escolas e a segurança das crianças. Calcula-se que a greve teve a adesão de mais de 85% dos funcionários.
Até há pouco tempo, estabelecimentos de ensino com menos de 48 alunos não podiam sequer contratar alguém para exercer as funções destes auxiliares. Isso foi mudado recentemente, mas não responde, minimamente, ao necessário para a dignificação da vida profissional destes técnicos, para a garantia das suas carreiras, para o bom funcionamento dos estabelecimentos de ensino.
