A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Falar sobre a criança, sobre a sua educação e direitos, é um terreno minado, onde quem o pisa, se o não faz com cuidado, a meio de uma passada, ouve o click do mecanismo, seguindo-se a explosão. Mecanismo armadilhado com conceitos do “politicamente correcto”, instrumento dilecto do “pensamento único”, espécie de manual do utilizador que evita a este, ao utilizador, o trabalho de pensar. O grande irmão do sistema pensou por nós – por que havemos de espremer as meninges? Vem isto a propósito da notícia hoje publicada nos jornais, segundo a qual o Conselho da Europa condenou a França por não proibir, de maneira clara os castigos corporais a crianças. Mas Paris não se dispõe a alterar a legislação, pois 80% dos franceses não aceitam essa proibição.