O princípio de Peter estabelece que, numa hierarquia, se tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência.
O princípio de Pedro determina que a incompetência é aliada do descaramento e lapsos de memória.
Nas empresas só conta quem as dirige, a eles tudo se deve, não fossem eles e os resultados não seriam grandiosos. Os trabalhadores é como se não existissem, quando são lembrados é como o custo demasiado elevado que a empresa suporta, como aqueles que estão sempre a procurar uma maneira de fugir ao trabalho e que é preciso controlar em permanência para obter alguma produtividade.
Assim se justifica que sejam tão bem pagos – afinal pouco para tanto que dão às empresas que dirigem.
No país só conta quem o governa, a eles tudo se deve , não fossem eles e o país cairia na ruína. Os cidadãos é como se não existissem, fora do momento eleitoral, quando são lembrados é como a despesa elevado que com eles o Estado suporta, como aqueles que estão sempre a procurar uma maneira de fugir aos impostos e obrigações e que é preciso controlar em permanência para que não andem a viver acima das suas possibilidades.
Assim se justifica que sejam eles a mandar no país, a representar a população e a decidir em nome dela, a cuidar do seu bem, e a usufruir dalguns benefícios e privilégios – afinal tão poucos para tanto que se sacrificam pelo bem geral.
É mero pormenor que, uns e outros, quando confrontados com a sua responsabilidade nos mostrem, afinal, que nada sabiam ou fizeram, que o que assinaram e decidiram fizeram-no com base no parecer técnico, que eram outros quem verdadeiramente mandava. Uns alzheimers de trazer por casa.
Tão bons e incriticáveis que eram; afinal pequenos cobardes, incompetentes, impotentes e desmemorizados.
Por quanto mais tempo vamos aceitar que abusem de nós?


Por quanto mais tempo vamos aceitar que abusem de nós?
Sabe-se haver muitos – muitíssimos – Cidadãos e Cidadãs para quem, por sua vontade, o tempo já terminou mas sabe-se, também – infelicidade nacional – que as forças políticas organizadas e com assento parlamentar, não manifestam esse mesmo pensamento, pelo contrário, passam ao largo das dificuldades vividas por imensos portugueses e, para além de repetirem as suas discursatas avulsas, não demonstram uma única forma de querer acabar com a burla política em curso. Aqueles que reclamam, para si mesmo, ser apontados como oposicionistas, de facto – isso é inquestionável – só ajudam a legitimar as diatribes políticas – mas não só – que, dia a dia, são orquestradas por uma maioria parlamentar ultraliberal e, por sua má índole, avessa a qualquer sensibilidade social que, para mais, gravíssimo, vive enfeudada e submissa às determinações germânicos a cujas, como se só isso já não bastasse, em Belém, o cavaleiro da triste figura, referenda de bom grado.
Quem, de verdade, está do lado da população não pode estar em São Bento a legitimar uma política antinacional e, como assim, a dar o seu colaboracionismo. Aos oposicionistas, se o são, tem de pedir-se que abandonem São Bento.CLV