DIA 29 E DIA 30 DE ABRIL ÀS 21 H, “GISELLE”, NO TEATRO CAMÕES

A Companhia Nacional de Bailado, vai apresentar em Lisboa, no Teatro Camões “GISELLE”.

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Georges Garcia coreografia, recriação e encenação segundo Jean Coralli, Jules Perrot,Marius Petipa e Théophile Gautier · Adolph Adam música · Ferruccio Villagrossicenários · Cristina Piedade desenho de luz

Figurinos tradicionais, gentilmente oferecidos pela Fundação Calouste Gulbenkian

Orquestra de Câmara Portuguesa interpretação musical · Pedro Carneiro direção musical

Repete em Maio:
2, 8 e 9 às 21h
3 e 10 às 16h

Em 1827, com a estreia de Maria Taglioni no papel titular de La Sylphide, inicia-se a era romântica da dança.

O Romantismo, de certa maneira, a corrente de contra-resposta à Revolução Industrial, confere à emoção o lugar central cuja figuração se encontra amplamente representada em naturezas indomáveis, patente nas telas de Casper David Friedrich, ou como algo de sobrenatural e de oculto, tão evidente na poesia de Edgar Allan Poe. Mas o Romantismo foi também a revolta contra uma aristocracia dominante e rebuscada cujo oposto foi encontrado ao glorificar a simplicidade e a pureza da vida campestre.

É por esta razão que Giselle é o bailado romântico mais que perfeito. O 1 º ato narra de como a inocência campestre pode ser vítima de uma aristocracia traidora e calculista; o 2º ato, dito o ato branco, desenrola-se num ambiente sobrenatural onde a mulher etérea surge dividida entre a vingança e a redenção.

O uso da técnica de pontas, à época ainda muito rudimentar, vinha ao encontro da ideia romântica de elevação representada por seres esvoaçantes e imponderáveis, fazendo da dança um veículo privilegiado do Romantismo. Possivelmente em nenhuma outra altura, a dança foi tão sinónimo de espetáculo total.

Estreia mundial Paris, Teatro da Academia Real de Música, 28 de junho de 1841

Estreia na CNB Lisboa, Teatro Nacional de São Carlos, 15 de outubro de 1987

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