Lembremos hoje Anne, a forte menina, ingénua por vezes, mas cheia de força, que serviu, e pode continuar a servir, de exemplo a muitos jovens.
Judia alemã, Anne Frank nasceu em 1929 e morreu em 1945. Filha de um comerciante, viveu com a sua família em Frankfurt até que à chegada ao poder do partido nazi se seguiu um agravamento das manifestações de anti-semitismo no país. Em 1941, a família emigrou para Amesterdão, onde Anne passou a viver confinada a um esconderijo.
Alemã, fugida aos nazis, escondida com seus familiares na Holanda, onde arranjaram quem os ajudassem, durante dois anos, escreveu um diário em que relata a experiência da perseguição e fala dos terrores que se abatiam sobre os que com ela partilhavam aquele pequeno espaço.
Descobertos, foram levados para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde Anne e sua mãe viriam a morrer.
A 17 de Março de 1944 escrevia com toda a lucidez:
“Só tenho catorze anos, mas sei muito bem o que quero, sei quem tem razão e quem não tem, tenho opinião e os meus próprios princípios”.