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Escreveu Karl Marx, em 1849, em Trabalho assalariado e capital, sobre os trabalhadores se juntarem à mesa depois do trabalho: «E o operário, que, durante doze horas, tece, fia, perfura, torneia, constrói, cava, talha a pedra e a transporta, etc., – valerão para ele essas doze horas de tecelagem, de fiação, de trabalho com o berbequim ou com o torno, de pedreiro, cavador ou canteiro, como manifestação da sua vida, como vida? Bem pelo contrário. Para ele, quando termina essa actividade é que começa a sua vida, à mesa, na taberna, na cama. As doze horas de trabalho não têm de modo algum para ele o sentido de tecer, de fiar, de perfurar, etc., mas representam unicamente o meio de ganhar o dinheiro que lhe permitirá sentar-se à mesa, ir à taberna, deitar-se na cama.» Cinco anos antes, em 1844, escrevia também: «Quando trabalhadores comunistas se reúnem, seu objetivo imediato é a instrução, a propaganda etc. Mas ao mesmo tempo eles passam a ter uma nova necessidade – a necessidade de associação -, e o que aparecia como um meio torna-se um fim. Este desenvolvimento prático pode ser observado da maneira mais surpreendente nas reuniões dos trabalhadores socialistas franceses. Fumar, comer, beber etc. deixam de ser meios de criar ligações entre as pessoas. A companhia, a associação, a conversa, que por sua vez têm a sociedade como objetivo, são o que basta para eles. A fraternidade do homem não é uma frase vazia, é uma realidade, e a nobreza do homem brilha em seus semblantes desgastados pelo trabalho.» E é a partir destas ideias, e outras que surjam, que vamos conversar com Peter Kammerer. |
Vamos, com Marco Marques e Sofia Roque, cozinhar sem forno nem fogão, e enquanto provamos o resultado, conversamos sobre as notícias do dia..
Depois, nos domingos 23 e 30 de Agosto, vamos trocar receitas e as suas histórias e fazer um livro com Filomena Marona Beja. Traz as tuas receitas! Para todos a partir dos 6 anos. |
Ao fim da tarde, pelas 18h30, vamos continuar a leitura de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. A leitura comentada e com projecção de imagens, por Manuel Nunes, é do 6º capítulo, «Outros homens, outros assuntos», da 2ª parte, «Prestígio e fim duma ilusão».
Mais tarde, às 21h30, projectamos, ao ar livre*, o filme Requiem para um desconhecido (1969, 110′) de Claude Chabrol. Quem apresenta é António Rodrigues. Para o ciclo «À mesa» vamos andar a pensar e a discutir a mesa, o que comemos, o que fazemos à sua volta. O ciclo de cinema é sobre comida – filmes de fartura e filmes de fome. A programação completa pode ser vista aqui. * se chover a projecção é dentro da Casa da Achada |
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