CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO – QUANDO OS TRABALHADORES SE JUNTAM À MESA; OFICINA DE COZINHA; ‘A PALETA E O MUNDO’; CINEMA AO AR LIVRE COM ‘REQUIEM PARA UM DESCONHECIDO’

13 a 17 de Agosto de 2015

Escreveu Karl Marx, em 1849, em Trabalho assalariado e capital, sobre os trabalhadores se juntarem à mesa depois do trabalho:

«E o operário, que, durante doze horas, tece, fia, perfura, torneia, constrói, cava, talha a pedra e a transporta, etc., – valerão para ele essas doze horas de tecelagem, de fiação, de trabalho com o berbequim ou com o torno, de pedreiro, cavador ou canteiro, como manifestação da sua vida, como vida? Bem pelo contrário. Para ele, quando termina essa actividade é que começa a sua vida, à mesa, na taberna, na cama. As doze horas de trabalho não têm de modo algum para ele o sentido de tecer, de fiar, de perfurar, etc., mas representam unicamente o meio de ganhar o dinheiro que lhe permitirá sentar-se à mesa, ir à taberna, deitar-se na cama.»

Cinco anos antes, em 1844, escrevia também:

«Quando trabalhadores comunistas se reúnem, seu objetivo imediato é a instrução, a propaganda etc. Mas ao mesmo tempo eles passam a ter uma nova necessidade – a necessidade de associação -, e o que aparecia como um meio torna-se um fim. Este desenvolvimento prático pode ser observado da maneira mais surpreendente nas reuniões dos trabalhadores socialistas franceses. Fumar, comer, beber etc. deixam de ser meios de criar ligações entre as pessoas. A companhia, a associação, a conversa, que por sua vez têm a sociedade como objetivo, são o que basta para eles. A fraternidade do homem não é uma frase vazia, é uma realidade, e a nobreza do homem brilha em seus semblantes desgastados pelo trabalho.»

E é a partir destas ideias, e outras que surjam, que vamos conversar com Peter Kammerer.

Vamos, com Marco Marques e Sofia Roque, cozinhar sem forno nem fogão, e enquanto provamos o resultado, conversamos sobre as notícias do dia..

Depois, nos domingos 23 e 30 de Agosto, vamos trocar receitas e as suas histórias e fazer um livro com Filomena Marona Beja.

Traz as tuas receitas!

Para todos a partir dos 6 anos.

  Ao fim da tarde, pelas 18h30, vamos continuar a leitura de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. A leitura comentada e com projecção de imagens, por Manuel Nunes, é do 6º capítulo, «Outros homens, outros assuntos», da 2ª parte, «Prestígio e fim duma ilusão».

Mais tarde, às 21h30, projectamos, ao ar livre*, o filme Requiem para um desconhecido (1969, 110′) de Claude Chabrol. Quem apresenta é António Rodrigues.

Para o ciclo «À mesa» vamos andar a pensar e a discutir a mesa, o que comemos, o que fazemos à sua volta. O ciclo de cinema é sobre comida – filmes de fartura e filmes de fome. A programação completa pode ser vista aqui.

* se chover a projecção é dentro da Casa da Achada

NO NOSSO HORÁRIO DE ABERTURA:
2ª, 5ª e 6ª feiras, das 15h às 20h
sábados e domingos, das 11h às 18h

  • EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA»
    Voltamos, passados quatro anos, à exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», composta por 13 painéis que abordam as várias facetas da vida de Mário Dionísio – a infância e juventude, a faculdade, a escrita e a crítica artística e literária, a militância política, o ensino, a pintura -, complementados por desenhos e pinturas e por seis vitrines que reúnem uma pequena amostra de documentos e materiais biográficos pertencentes ao espólio do autor.
    Uma exposição importante para conhecer melhor a actividade de Mário Dionísio, particularmente numa altura em que a participação de muita gente na vida pública deste país e do mundo é facilmente esquecida. Servirá também como preparação para o Congresso Internacional Mário Dionísio, que se realizará em Outubro de 2016.
  • BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA
    A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc… Pode-se ler no local ou requisitar livros.
    Na Mediateca da Achada estão disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.
    O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.
    Há também outros pólos da Biblioteca aqui no bairro. Podem visitar e ler livros no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata, e no Espaço AmbiJovem, no Largo dos Trigueiros.
  • LIVROS LIVRES
    No terraço da Casa da Achada. É só entrar, escolher, sentar-se um pedacinho ou a tarde inteira a folhear ou a ler. Para continuar, levar o livro começado ou a começar. E era bem bom deixar outro para o próximo que vier. Hoje mesmo ou amanhã.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

QUEM QUISER E PUDER PODE AJUDAR A CASA DA ACHADA:

 

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