Ontem assinalou-se o Dia Europeu de Acção pelos Refugiados, a que nos
associamos com manifestações de solidariedade nas cidades de Coimbra, Faro, Felgueiras, Lisboa e Porto,iniciativa do grupo Refugees Welcome – Portugal. Também ocorreram nas principais cidades de vários países europeus, incluindo Alemanha, Áustria, Espanha, França, Hungria, Itália, Reino Unido, entre outros. Em Lisboa, manifestantes de apoio e os do Partido Nacional Renovador que se juntaram em desacordo, dão a imagem das posições que têm surgido.
Tal pode ser também observado nas diferentes petições “contra” que para isso foram criadas (“Petição ao referendo relativo ao acolhimento dos refugiados em Portugal”, “Contra refugiados islâmicos em Portugal” ou “Contra a vinda dos refugiados para Portugal” ) contrapondo-se à Plataforma de Apoio aos Refugiados destinada a procurar respostas e acolhimento para famílias em situação de emergência, que integra já 30 instituições – incluindo a Comunidade Islâmica de Lisboa.
O principal argumento contra é o de que “Portugal precisa de ajuda, com nível alto de desemprego, com imensa taxa emigratória e sem condições para apoiar refugiados”. Segue-se o receio de eventual entrada de elementos de redes terroristas a par dos refugiados, o receio de que as mulheres portuguesas tenham que se confrontar com as mesmas regras que as elas são impostas em países muçulmanos, um enumerar de medos que tomam forma com este pretexto… Tudo num embalar fácil, de quem não lhe interessa analisar factos, mas só desfilar fel. A incógnita do que nos trará uma situação com que nos teremos que confrontar e de que esperamos possamos poder corresponder da melhor forma.
