EDITORIAL –  O PETRÓLEO, O XISTO E A NOSSA VIDA

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Não é recente a constatação de que a exploração de recursos naturais, tão importante para a vida humana, pode simultaneamente estar na origem de problemas graves. O esgotamento de certos recursos, aliado à ganância de empreendedores, vem agravar os problemas neste campo. O caso do petróleo, cuja utilização em larga escala foi essencial para o crescimento da economia ao longo do século XX, e é indispensável à manutenção dos padrões da vida moderna, que se tendem a impor em todo o nosso planeta, é o exemplo mais flagrante. O esgotamento dos jazigos de onde se têm extraído os hidrocarbonetos para abastecer  a indústria tem sido considerado como uma ameaça para o futuro da humanidade, o nosso futuro.

A introdução de métodos aperfeiçoados na extracção de gás e óleo a partir de rochas de xisto introduziu alterações nesta situação. Embora já se procedesse há muito tempo à obtenção de combustível deste modo, só no fim no século XX se implementaram tecnologias que permitiram a exploração em grande escala, de modo a fazer concorrência com outras fontes de energia. Os Estados Unidos, onde existem algumas das maiores reservas de xistos betuminosos do mundo, tomaram a dianteira, conseguindo inclusive deixar de ser importadores de petróleo, o que teve reflexos mesmo na política internacional, devido à diminuição do peso político de países produtores de petróleo segundo os métodos tradicionais como foi o caso da Venezuela e do Irão. Ao que se sabe existem grandes reservas de xistos betuminosos no Brasil, Rússia, China e Argentina. O interesse dos Estados Unidos pela Ucrânia assentará também no facto de neste país se julgar existirem consideráveis reservas potencialmente aproveitáveis. Em Portugal as prospecções que estão a ser efectuadas no Alentejo e no Algarve visam claramente conhecer as possibilidades existentes.

A exploração dos xistos betuminosos para obter gás e petróleo tem sido feita utilizando o método do fracking, o qual envolve a fractura das rochas de xisto por processos mecânicos, que envolvem danos ambientais consideráveis, apesar dos progressos efectuados. Daí a resistência que tem ocorrido ao uso do processo em diversos países, a começar pelos próprios Estados Unidos. No último link abaixo, podem aceder a uma notícia sobre reacções no Algarve às notícias sobre as prospecções que estão a fazer-se nesta grande região turística, já a braços com problemas como as portagens e a construção desordenada.

Recomendamos que cliquem nos links abaixo:

 

http://www.lemonde.fr/energies/article/2016/03/29/gaz-et-petrole-7-millions-d-americains-menaces-de-seismes-lies-a-la-fracturation-hydraulique_4891405_1653054.html

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/economistas/detalhe/o_impacto_mundial_do_gas_de_xisto_dos_EUA.html

 

http://www.quente-e-frio.info/gas-de-xisto-em-portugal-sera-uma-solucao-viavel/

 

https://www.dinheirovivo.pt/empresas/o-gas-de-xisto-esta-a-mexer-com-o-mundo-em-portugal-ha-a-pedra-falta-saber-se-tem-gas/

 

https://www.dinheirovivo.pt/empresas/o-gas-de-xisto-esta-a-mexer-com-o-mundo-em-portugal-ha-a-pedra-falta-saber-se-tem-gas/

 

http://www.sulinformacao.pt/2015/12/algarve-como-paraiso-do-fracking-assusta-populacao-e-autarcas/

 

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