
Assinalámos ontem a passagem de mais um ano sobre o 14 de Julho de 1789, dia da tomada da Bastilha, e data escolhida para celebrar a Revolução Francesa. Hoje temos a lamentar mais um acto horroroso, causador de grande número de mortes e feridos, cometido ontem em Nice. Depois de lamentar os mortos, tratar dos feridos e reforçar a segurança no terreno, há que analisar o que se passou e tirar conclusões. A seguir tentamos apresentar algumas ideias:
Primeiro, a escolha do dia 14 de Julho tem um significado óbvio, aproveitar uma data simbólica, em que se valorizam os grandes valores proclamados pela Revolução Francesa, liberdade, igualdade e fraternidade. Se quem promoveu esta vilania desdenha desses valores ou acha que a França e a Europa não os merecem, não sabemos. Percebemos é que a escolha da data não foi ao acaso.
Segundo, é claro que quem planeou o ataque sabia que na Promenade des Anglais ia estar muita gente, ainda mais do que o habitual, para ver o fogo de artifício. A intenção de matar muita gente é óbvia e indicia uma preparação e um planeamento prévios.
Terceiro, não se trata de um acto oportunista, mas preparado de antemão. A crueldade e o rigor com que foi perpetrado indiciam uma grande ferocidade, é verdade, mas também um objectivo bem determinado. As duas coisas combinaram-se Daí a necessidade de uma investigação que não deixe nada ao acaso
Quarto, as zonas turísticas já foram alvo de ataques terroristas por várias vezes, em várias partes do mundo. O chamado turismo de massa é uma das “conquistas” da sociedade moderna. Sazonalmente envolve grande número de pessoas que se concentram em locais famosos, procurando relaxar-se e ver coisas novas. Disto procuram tirar partido os mentores destas carnificinas.
Propomos que cliquem nos links abaixo:
http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/600098-atentado-em-nice-faz-varios-mortos-em-nice
https://aviagemdosargonautas.net/2016/07/14/editorial-allons-enfants-de-la-patrie/
