Em 26 de Julho de 1953, Fidel Castro, jovem advogado cubano, e um grupo de que faziam parte o médico argentino Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuegos e outros, atacou o quartel de Moncada, numa primeira tentativa para derrubar o ditador Fulgêncio Batista, o que viria a ser concretizado. A acção foi neutralizada pelas forças governamentais e Fidel Castro bem como os restantes companheiros foram encarcerados e julgados. Fidel pronunciou a famosa alegação «A História me absolverá».
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O Movimento 26 de Julho (M-26-7) foi fundado em 1955 no México, após a libertação de Fidel e dos outros implicados no ataque ao Quartel de Moncada. Criando ima rede clandestina de células por toda a ilha, o M-26-7,aliado ao Partido Socialista Popular e ao Directório Revolucionário 13 de Março, formou em 1961 as ORI (Organizações Revolucionárias Integradas), que viriam a constituir a base Partido Comunista Cubano (em 1965).
Fidel Castro e os seus guerrilheiros tomaram o poder em 1959. Com Ernesto Che Guevara, Fidel foi um ídolo da esquerda radical, fazendo face aos gigantescos Estados Unidos. A aura de país-guia da Revolução Internacional foi apagada quando, após a crise dos mísseis, com a ameaça ianque de invadir o País a obrigar Cuba a adoptar o imperialismo soviético para se proteger do imperialismo norte-americano. Apesar do retrocesso político que a aliança com a União Soviética implicou, pondo um ponto final na Revolução Cubana, o país atingiu índices de desenvolvimento social que competem com os das nações mais avançadas.
Um impiedoso bloqueio económico imposto pelos E.U.A., torna o quotidiano dos cubanos numa luta difícil. O recente restabelecimento de relações com o vizinho americano, dá esperança de que o povo cubano possa erradicar as carências alimentares que o flagelam.
