A BARRACA – EM DEZEMBRO

cabecalho

8. NEWSLETTER DEZEMBRO  2016                                                                          WWW.ABARRACA.COM

1936-o-ano-da-morte-de-ricardo-reis-ii

1936, o Ano da Morte de Ricardo Reis

a partir do romance de José Saramago
um espectáculo de Hélder Mateus da Costa

ÚLTIMAS REPRESENTAÇÕES ATÉ DIA 23 DE DEZEMBRO 
RETOMANDO A DIA 29, 30 E 31 DE DEZEMBRO COM  FESTA DE FIM DE ANO

De Quinta a Sábado às 21h30, Domingo às 17h00 

Este belo e profundo romance convida a uma reflexão dramatúrgica muito entusiasmante.
Começa pela invenção do encontro entre Fernando Pessoa já falecido e o heterónimo Ricardo Reis, com casos reais de sexo e paixão, também de ambiente surdo, falso e pesado, e porque fala com humor da relação criador / “obra / figura/personagem”.
Além disso, define como protagonista principal da obra, o ANO em que a trama se desenvolve.

E que ANO!!??

1936! Alguns dados… Comemoração dos 10 anos do golpe militar de 28 de Maio de 1926 que foi o pontapé de saída para o início do fascismo, especialização da polícia política com o apoio da Gestapo, fundação da Mocidade Portuguesa, Legião Portuguesa e campo de concentração do Tarrafal… Mussolini invade a Etiópia com o silêncio cúmplice das casas Reais Europeias, Hitler intensifica o ataque aos judeus, começo da guerra civil de Espanha…
Nos tempos de hoje, de frágil memória, menoridade cívica e ética, fundamentalismos, militarismos, imperialismo financeiro gerando miséria e horror Universais, renascendo a tenebrosa fénix nazi-fascista, aqui está uma obra que demonstra que as convulsões sociais nunca – infelizmente – , passaram a “coisa” datada e de dispensável interesse arqueológico.

Hélder Mateus da Costa

o-conto-da-ilha-desconhecida

 

O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA

ULTIMAS REPRESENTAÇÕES ATÉ DIA 18 DE DEZEMBRO
Sábado às 15h, Domingo às 11h

Um Homem que queria um barco…
Um Rei a quem só interessam Ilhas Conhecidas…
Uma Mulher da Limpeza que decide só limpar barcos…
Um Capitão do Porto rezingão…
Dois Marinheiros maus…
Dois Narradores e dois Técnicos a ajudar à festa…
Um palco aberto…
De Palácio em Cais…
De Cais em Barco…
De Barco em Ilha…
Um Sonho…
Uma Vontade de ferro…
A Barraca dos miúdos conta um conto de José Saramago.

O Conto da Ilha Desconhecida conta que “Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco.” Depois de muitas dificuldades em chegar à fala com o Rei, o Homem lá conseguiu o que queria e ajudado pela Mulher Da limpeza do palácio, que entretanto decide juntar-se a ele na aventura, partem em busca da Ilha Desconhecida. Uma história sobre o poder do Sonho e da Vontade de um Homem, sobre o Amor e sobre um caminho para uma Utopia. Conceitos complicados de transmitir às crianças? Talvez…. Mas são elas que dominam melhor do que ninguém essa linguagem. Para nós, crescidos, é que o mundo torna difícil reencontrar a criança capaz de nos fazer ir atrás de um Sonho.

Rita Lello
Adaptação e Encenação

cartaz-encontro-imaginario-5-de-dezembro-de-2016

Encontro Imaginário nº 128 – 5 de Dezembro
Participação da Sociedade Civil

Diego Rivera, foi um dos maiores pintores mexicanos. Viveu muitos anos na Europa, criando amizade com Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí, que influenciaram a sua obra.  Foi um grande pintor de gigantescos murais que contavam a historia política e social do México. Teve uma vida pessoal agitada  de que sobressai a relação com Frida Kahlo, Interpretado pelo gestor Manuel Marcelino.
Eleonora Duse, célebre actriz italiana que continuou a tradição familiar e depois de grandes sucessos na Europa viajou pela América do sul, Rússia e depois percorreu os Estados Unidos. Em 30 de Julho de 1923 foi a primeira mulher a ilustrar a capa da revista “Time”.  Teve uma vida sentimental agitada, e chegou a envolver-se romântica e profissionalmente com o grande poeta e teatrólogo Gabriele d’Annunzio, que escreveu quatro peças para ela. “Ajudar, continuamente ajudar e compartilhar, isso é a suma de todo conhecimento, esse é o significado da arte.”  A professora Maria Emília Neves é a interprete.
O pintor Luis Lopes irá falar da vida e personalidade do ditador Indonésio Suharto, autor do golpe que massacrou  comunistas e democratas indonésios e resultou num genocídio que fez entre 500 mil e dois milhões de vítimas, perante a indiferença mundial, num episódio que ficou conhecido como o Massacre na Indonésia de 1965–66.

Diego Rivera – Manuel Marcelino, gestor
Eleonora Duse – Maria Emília Neves, professora
Suharto – Luis Lopes, pintor

Encontro Imaginário nº 129 – 19 de Dezembro

Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais foi um militar e político autor do golpe de Estado de 1917 que o levaria a presidente da República Portuguesa, cargo que exerceu de forma ditatorial, suspendendo e alterando por decreto normas essenciais da Constituição Portuguesa de 1911. Fernando Pessoa chamou-lhe Presidente-Rei. Morreu assassinado em 1918 na estação do Rossio por José Júlio da Costa, quando se preparava para uma triunfal visita ao Norte do país. Interpretado por Duran Clemente, militar de Abril.
Adelino Gomes, jornalista, evoca Luis Buñuel  célebre realizador de cinema espanhol naturalizado mexicano. Estudou em Madrid na prestigiada e elitista Residência de Estudantes, onde se tornou grande amigo de Federico García Lorca e Salvador Dalí. Viveu em Paris, onde estudou cinema e com Dalí fizeram o  filme Un chien andalou de influência surrealista.  Passou por Hollywood onde conheceu Charles Chaplin e Serguei Eisenstein e acabaria por se exilar no México.
Isadora  Duncan foi uma bailarina, considerada a mãe da dança moderna, inspirada pelas figuras das dançarinas nos vasos gregos encontrados, segundo algumas fontes, no Museu do Louvre.  Tinha personalidade forte , não se curvava a tradições e acabou por morrer num trágico acidente de automóvel descapotável, quando a sua echarpe ficou presa a uma das rodas, estrangulando-a. Manuela Gomes, produtora de rádio é a sua interprete.

Sidónio Pais – Duran Clemente, militar de Abril
Luis Buñuel – Adelino Gomes, jornalista
Isadora Duncan – Manuela Gomes, produtora de rádio

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poesia-em-concerto

POESIA EM CONCERTO: TRÊS EPOPEIAS BRASILEIRAS

Lauro Moreira e Mário Máximo
6 de Dezembro, 21h30

Há algum tempo contemplava a ideia de apresentar um recital reunindo três poemas épicos de largo fôlego da literatura brasileira: “Y Juca Pirama”, de Gonçalves Dias, “O Navio Negreiro”, de Castro Alves, e “O Caçador de Esmeraldas”, de Olavo Bilac.
Além de constituírem o que há de melhor em nossa poesia épica, os poemas evocam três dos mais importantes aspectos da formação histórica e cultural do Brasil, ou seja, a forte presença do índio nativo, a conquista e o alargamento do território pelos Bandeirantes e, finalmente, a imensa e sofrida contribuição do negro africano escravizado. Da fusão étnica e cultural dessas três raças básicas nasce o Brasil.
Lauro Moreira

“Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.”

**
Fernão Dias Pais Leme agoniza.Um lamento
Chora longo, a rolar na longa voz do vento.
Mugem soturnamente as águas. O céu arde.
Trasmonta fulvo o sol. E a natureza assiste,
Na mesma solidão e na mesma hora triste,
À agonia do herói e à agonia da tarde.

**
Era um sonho dantesco… o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… estalar de açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos ‘ a dançar…

Concepção, textos introdutórios e direção: Lauro Moreira

Bilhetes 10€
Informações e Reservas
Tel: 213965360 | 213965275
e-mail: bilheteira@abarraca.com

marcacao

ESPECTÁCULOS POR MARCAÇÃO PARA ESCOLAS

1936, o Ano da morte de Ricardo Reis
Quintas e Sextas às 11h30
até final de Dezembro

A Farsa de Inês Pereira
Terças e Quartas às 10h00 e às 11h30
até Maio

O Conto da Ilha Desconhecida
Segundas às 10h00 e às 11h30
a partir de Janeiro

Felizmente Há Luar!
Quintas e Sextas às 10h00 e às 11h30
de Janeiro a Maio

A BARRACA está agora disponível para receber as vossas marcações do ano lectivo 2016/2017
Para mais informações e pré-reservas contacte-nos para 213 965 360 | 213 965 275, ou por email:
barraca@mail.telepac.pt, bilheteira@abarraca.com

NO BAR A BARRACA
Concertos, Poesia e Milonga

> Forró em concerto c/ Luso Baião às Quartas :: 22h30
entrada 5eur

> Quintas de Poesia com Miguel Martins e convidados :: 23h00 
entrada livre

> Dia 12 :: 21h00 :: Lançamento Mariposa Azual Mafalda Ivo Cruz
entrada livre

> Dia 13 :: 21h00 :: Recital de Natal 
entrada a divulgar

> Dia 16 :: 23h30 :: Hoochie Coochie Belly Dancing Blues and Rock 
entrada a divulgar

> Dia 17 :: 17h00 às 02h00 :: Grandiosa Quermesse de natal da editora/tipografia O Homem do Saco
entrada livre

> Dias 20 :: 21h00 :: Lançamento João Miguel Henriques da Não edições
entrada livre

> Todos os domingos :: das 19h00 às 00h30 :: noite de tango

MILONGA DA BARRACA

A abraçar lisboa desde 1999!

É a mais antiga milonga de Lisboa, começou há quase 13 anos e hoje ainda é uma referência do tango em Lisboa. Dança-se o tango mais tradicional, a milonga e a valsa derivada do tango argentino. No fim, há fado.
http://www.tangoportugal.com/
Entradas: 6€
para alunos :: 3€

Todos os domingos Aulas de Tango Milonguero
NOVA AULA INICIADOS :: SEMPRE 19H às 20h
das 20h às 21h30 :: Avançados 
21h30 :: Milonga
Venha aprender a dançar o tango!
Com Alejandro Laguna e equipa da milonga d’A Barraca: Leonor, Manuel, Ilídio, Melanie

Para Iniciados e Avançados
Aula de experimentação: 8€
Aulas compradas avulso: 13€

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Contactos

Morada

Barraca
Largo de Santos, nº2
1200-808 Lisboa

Telefone / Fax

Tm. 968792495, 913341683
T.213965360, 213965275 (10h00 às 18h00)
F. 213955845

E-Mail

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barraca@mail.telepac.pt

 

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