EDITORIAL : No centenário da morte de Rasputine

Diário de Bordo - IIGrigoriy Yefimovich Rasputine (Григо́рий Ефи́мович Распу́тин) nasceu em 22 de Janeiro de 1869 em São Petersburgo e foi assassinado, faz hoje 100 anos – em 30 de Dezembro de 1916. Figura influente na corte de Nicolau II, terá sido um dos argumentos da queda do czarismo e um poderoso argumento a favor da Revolução de Outubro. O Czar e  a Czarina Alexandra, seguiam os seus conselhos de natureza política  que, analisados objectivamente, pareciam ditados por um avançado estado de demência . A impopularidade da Corte imperial era grandemente aumentada pela passagem à prática dos conselhos de Rasputine.

O facto de, ultrapassando a ciência médica,  ter descoberto a hemofilia como causa da misteriosa doença do Czarovitch Alexei e salvo a vida ao filho do casal imperial, deu-lhe aos olhos da Czarina o papel de «mensageiro de Deus». Raspuitine, que era monge, foi colocado no topo da hierarquia eclesiástica da Igreja Ortodoxa Russa; mas assumiu um comportamento licencioso, com amantes entre a aristocracia, escandalosas orgias o que levou a que a nobreza o odiasse e a sua execução fosse planeada.

O Czar Nicolau II afastou-se do monge demente, mas a Czarina manteve a sua adoração pelo suposto salvador do filho. Em 12 de Julho de 1914, Rasputine, foi apunhalado, mas o monge sobreviveu. O czar enviou o seu próprio médico e depois de uma laparotomia e algumas  semanas no hospital,  recuperou. Em 17 de Agosto 1914, deixou o hospital; em meados de Setembro, estava de volta a São  Petersburgo.

Quando em Agosto de 1914, a I Guerra Mundial deflagrou, o monge foi acusado de espionagem ao serviço da Alemanha, Escapou às várias tentativas de aniquilamento, mas acabou por ser vítima de uma trama de parlamentares e aristocratas da alta nobreza e executado em 30 de Dezembro de 1916. A decisão do fuzilamento seria decorrente da crença de que Rasputine poderia influenciar o Czar a aceitar a paz com os Impérios Centrais.

 

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