OS ESTADOS UNIDOS E O NEOCONSERVADORISMO – O TRIPLO JOGO DOS NEO-CONSERVADORES, por LAURENT GUYÉNOT – III

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Selecção de Júlio Marques Mota

Rede Voltaire

O triplo jogo dos Neo-conservadores

Laurent Guyénot, O triplo jogo dos neo-conservadores

Para bem atingir os seus sonhos megalómanos de domínio mundial, os neo- conservadores desenvolveram um triplo discurso, como mostra Laurent Guyénot neste ensaio: uma filosofia cínica da política elaborada pelo seu mestre pensador, Léo Strauss, para consumo interno; uma análise fria dos interesses estratégicos israelitas quando eles aconselham os dirigentes de Telavive; e uns alertas alarmistas face a perigos imaginários para a opinião pública dos EUA.

REDE VOLTAIRE | 1 DE MARÇO DE 2013

FRANÇAIS  ENGLISH

(CONTINUAÇÃO)

O que é notável neste relatório, é que se trata de um manifesto político estratégico destinado ao governo israelita, escrito por cidadãos com dupla nacionalidade [53] que são simultaneamente autores do manifesto do PNAC e que se tornarão quatro anos mais tarde decisores da política externa americana: a equipa que produziu Clean Break é com efeito dirigida por Richard Perle, futuro presidente do Defense Policy Board (Gabinete da Política de Defesa, NdT) no Pentágono [54], e conta igualmente com Douglas Feith, futuro sub-secretário da Defesa encarregado da política, e David Wurmser, que integrará o Departamento de Estado, tal como a sua esposa Meyrav. Precisando, aqueles que em Israel apoiam o Likud e aconselham a Netanyahou uma política sionista de anexação dos territórios palestinos, vão em seguida aconselhar Bush sobre as questões de estratégia militar no Próximo-Oriente. Não surpreende pois a constatação que os conselhos sejam os mesmos, e que o programa sugerido a Netanyahou, como o derrube de Saddam, tenha sido implementado em parte pelos Estados-Unidos.

Se há diferenças entre o relatório Rotura clara, escrito para o governo israelita em 1996, e o relatório Reconstruir as defesas da América escrito pelos mesmos para o governo dos Estados-unidos em 2000, não é própriamente no programa, mas nas razões justificativas.

Primeiramente, Rotura clara não apresenta o Iraque como uma ameaça, mas pelo contrário como o elo fraco dos inimigos de Israel, o menos perigoso e o mais fácil a quebrar. Num documento a seguir a Rotura clara intitulado Fazer face aos Estados que colapsam: uma estratégia de equilíbrio ocidental e israelita de poder para o Levante  [55], David Wurmser sublinha a fragilidade dos Estados do Próximo-Oriente, e em particular do Iraque: « a unidade residual da nação é uma ilusão projetada pela repressão extrema do Estado»  [56]. É pois a mesma acção que é aconselhada a Israel e aos Estados-Unidos, mas por razões opostas. A fraqueza do Iraque, que é para Israel a razão para atacar em primeiro lugar, não constitui uma razão válida para os Estados-Unidos: apresenta-se pois o Iraque aos norte-americanos como uma ameaça mortal para o seu país. Netanyahou assinará ele mesmo um artigo no Wall Street Journal em setembro de 2002, sob o título «O dossiê para derrubar Saddam»  [57], descrevendo Saddam como «um ditador que desenvolve o seu arsenal de armas biológicos e químicas, que utilizou estas armas de destruição maciça contra o seu próprio povo e os seus vizinhos, e que tenta febrilmente adquirir armas nucleares».  [58]. Nenhuma ameaça semelhante é mencionada nos documentos internos israelitas, que não relatam além disso qualquer conexão do Iraque com a Al-Qaida, nem com Al-Qaida em geral.

Segunda diferença fundamental entre a estratégia aconselhada aos Israelitas e a propaganda vendida aos Norte-americanos pelos mesmos autores: enquanto a segunda põe em destaque, por um lado, o interesse securitário dos Estados-Unidos, e por outro, o nobre ideal de expandir a democracia no Próximo-Oriente, a primeira ignora estes dois temas. As convulsões consideradas pelos autores de Rotura clara não são supostas trazer qualquer benefício ao mundo árabe. Pelo contrário, o objectivo é claramente o de enfraquecer os inimigos de Israel agudizando os conflitos étnicos, religiosos e territoriais entre países e no interior de cada país. O que recomenda Rotura clara para o Iraque, por exemplo, não é nada a democracia mas a restauração de uma monarquia pró-ocidental. Um tal propósito era evidentemente secundário para os Norte-americanos, mas o objectivo realizado lá por Lewis Paul Bremer à frente da Coalition Provisional Authority – (Autoridade Provisória da Coligação)-(CPA) em 2003, a saber, a destruição das infraestruturas militares e civis em nome da «des-Baassificação», foi um sucesso do ponto de vista do Likud. Sob a responsabilidade de Bremer, 9 biliões de dólares desapareceram em fraudes, corrupção e desvio de fundos, segundo um relatório do Inspector geral especial para reconstrução do Iraque, Stuart Bowen, publicado a 30 de janeiro de 2005. Lembremos que Bremer foi também aquele que, apenas duas horas após o colapso das torres gémeas a 11 de setembro de 2001, se encontrava no estúdio da cadeia NBC como presidente da National Commission on Terrorism – (Comissão Nacional sobre o Terrorismo, NdT), para explicar, em tom calmo e seguro: «Ben Laden estava implicado no primeiro atentado contra o World Trade Center [em 1993], cuja intenção era fazer exactamente o que se passou aqui, quer dizer o colapso das torres. Ele é seguramente um suspeito e tanto. Mas há outros no Médio-Oriente, e há pelo menos dois Estados, Irão e Iraque, que devem, até ver, constar na lista dos principais suspeitos».  [59] Com esta declaração bem medida, Bremer inscrevia não apenas o acontecimento na história ao lembrar os atentados de 1993 contra o World Trade Center, postos arbitráriamente na conta de Ben Laden; mas além disso, ele anunciava já a história futura ao anunciar aos Norte-americanos as duas guerras principais com que deviam agora contar. Assim que o jornalista da NBC, numa réplica teleguiada, fez um paralelo com Pearl Harbor, o dia que mudou a vida da geração precedente, Bremer confirmou: «É o dia que vai mudar as nossas vidas. É o dia onde a guerra foi declarada pelos terroristas contra os Estados-Unidos […] foi trazida ao território dos Estados-Unidos».  [60]

A diferença entre o discurso israelita de Perle, Feith e Wurmser e o seu discurso norte-americano encontra a sua explicação no próprio documento israelita, que recomenda a Netanyahou que apresente as ações israelitas «numa linguagem familiar aos Americanos, bebendo nos temas das administrações americanas durante a Guerra fria que se apliquem bem ao caso de Israel». [61O governo de Netanyahou deverá «promover os valores e as tradições ocidentais. Uma tal abordagem […] será bem acolhida nos Estados-Unidos». [62Os valores morais não são pois evocados senão a título utilitário para mobilizar os Estados-Unidos. Enfim, enquanto os autores do relatório israelita insistem na importância de ganhar a simpatia e o apoio dos Estados-Unidos, eles afirmam ao mesmo tempo que um dos fins últimos da sua estratégia é a de libertar Israel das pressões e da influência dos Estados-Unidos: «Uma tal autonomia dará a Israel uma maior liberdade de ação e suprimirá um meio de pressão significativo utilizado pelos Estados-Unidos contra si no passado».  [63]

Fazer passar a ameaça contra Israel por uma ameaça contra os Estados-Unidos permite fazer conduzir a guerra de Israel pelos Estados-Unidos. No seu livro La Fin du Mal-(O Fim do Mal, NdT) (2003) [64], Richard Perle e David Frum aplicam-se a fazer interiorizar aos Norte-americanos os medos dos Israelitas, por exemplo quando clamam pela urgência de «pôr fim a este mal antes que ele mate de novo e a uma escala genocida. Não há aqui meias medidas para os Americanos: É a vitória ou o holocausto». [65Mas, é impossível a qualquer um ser constantemente hipócrita, e acontece a qualquer neo-conservador debitar imprudentemente o seu pensamento em público. Foi o que aconteceu a Philip Zelikow, o conselheiro de Condoleezza Rice e director executivo da Comissão sobre o 11-Setembro, descaindo-se a propósito da ameaça iraquiana durante uma conferência na Universidade da Virgínia a 10 setembro de 2002: «Porque é que o Iraque atacaria a América ou utilizaria armas nucleares contra nós? Eu vou vos dizer aquilo que é, na minha opinião, a verdadeira ameaça, e que sempre foi desde 1990: é a ameaça contra Israel. É a ameaça que não ousa confessar o seu nome, porque os Europeus não se preocupam muito com esta ameaça, digo-vo-lo francamente. E o governo americano não quer muito apoiar-se nela retóricamente, porque não é um tema politicamente correcto». [66Tudo claro: é preciso levar os EUA a fazer a guerra aos inimigos de Israel, e para isto convencer os Norte-americanos que os inimigos de Israel são os seus inimigos.

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Interrogado no dia seguinte ao 11-Setembro sobre as consequências disto nas relações entre os Estados-Unidos e Israel, Benjamin Netanyahou declara: «É óptimo […] isto vai gerar imediatamente a simpatia […], reforçar os laços entre os dois povos.» (fonte: A Day of Terror: The Israelis, por James Bennet, The New York Times, 12 de setembro de 2001).

Além disso, é preciso que os Americanos creiam que estes
inimigos detestam o seu país pelo que ele incarna (a
democracia, a liberdade, etc.), e não em razão do seu apoio a
Israel, enquanto tal é, na realidade, a principal causa do
ressentimento contra os Estados-unidos no mundo
muçulmano. Os signatários de uma carta do PNAC dirigida ao
presidente Bush a 3 de abril de 2002 (incluindo William
Kristol, Richard Perle, Daniel Pipes, Norman Podhoretz,
Robert Kagan, James Woolsey) irão ao ponto de pretender
que o mundo árabe odeia Israel porque este é amigo dos
Estados-Unidos, mais do que o inverso: «Ninguém deve
duvidar que os Estados-Unidos e Israel partilham um inimigo
comum. Nós somos ambos o alvo do que vós chamastes, justa
mente, um ‘Eixo do Mal’. Israel é atacado em parte porque é
nosso amigo, e em parte porque é uma ilha de liberdade e de
princípios democráticos — os princípios americanos — num
oceano de tirania, de intolerância e de ódio». [67A 20
setembro de 2001, Netanyahou propagou a mesma
falsificação histórica aquando de uma audição no Congresso:
«Hoje, nós somos todos Americanos […] Para os Ben Laden
do mundo inteiro, Israel é simplesmente um alvo colateral. O
alvo real é a América». [68Três dias mais tarde, é o The New
Republic que titulava, em nome dos Norte- americanos: «Nós
agora somos todos Israelitas».  [69] A propaganda pós-11-
Setembro criou uma relação de fusão emocional.
Erradamente, os Americanos vivenciaram o 11-Setembro como a expressão de um ódio a seu respeito da parte do mundo árabe, e sentiram uma simpatia imediata por Israel, que os neo-conservadores exploraram sem descanso, como Paul Wolfowitz declarava a 11 de abril de 2002: «Após o 11-Setembro, nós Americanos temos uma coisa em comum com os Israelitas. Nesse dia a América foi atingida por atentados- suicidas. Nesse momento, cada Americano compreendeu o que significava viver em Jerusalém, ou Netanya ou Haifa. E, depois do 11-Setembro, os Americanos sabem agora porquê é que nós devemos bater-nos e ganhar a guerra contra o terrorismo».  [70]

Um dos fins evidentes é de fazer passar, aos olhos dos Americanos, a opressão dos Palestinianos por uma luta contra o terrorismo islâmico. Com efeito, como o afirmou o professor Robert Jensen: «Depois do atentado do 11-Setembro contra os Estados- Unidos, a estratégia de comunicação de Israel foi a de apresentar toda a ação palestiniana, violenta ou não, como terrorismo. Até onde conseguiram chegar, eles re-apresentaram a sua ocupação militar ilegal como fazendo parte da guerra da América contra o terrorismo». [71A 4 de dezembro de 2004, o Primeiro-ministro Ariel Sharon justificou a sua brutalidade contra os habitantes da Faixa de Gaza pretendendo que a Al-Qaida aí tinha estabelecido uma base. Mas a 6 de dezembro, o chefe da Segurança Palestiniana Rashid Abu Shbak apresenta numa conferência de imprensa os dados telefónicos e bancários que provam que os serviços secretos de Israel tentaram eles próprios criar falsas células Al-Qaida na Faixa de Gaza, para isso recrutando Palestinianos em nome de Ben Laden. Os recrutas tinham recebido dinheiro e armas (defeituosas) e, após cinco meses de endoutrinamento, foram encarregados de reivindicar um próximo atentado em Israel em nome do «Grupo da Al-Qaida em Gaza». Os serviços israelitas previam, parece, montar eles mesmos um atentado contra a sua população e fazê-lo reivindicar pela falsa célula da Al-Qaida, afim de justificar as represálias .

Em Abril de 2003, um relatório intitulado Israeli Communications Priorities 2003(Prioridades da Comunicação Israelita,NdT), encomendado à agência de comunicação Luntz Research Companies & the Israel Project pela Wexler Foundation, organismo sionista especializado em intercâmbios culturais, oferece recomendações linguísticas para «integrar a história e a comunicação, e usá-las como ferramentas, no interesse de Israel»  [72] junto da opinião norte-americana [73]. É aconselhado, por exemplo, continuar a evocar sempre que possível «Saddam Hussein», que são ao mesmo tempo «as duas palavras que unem Israel à América» e «as duas palavras que são actualmente sem dúvida as mais detestadas da língua inglesa».  [74] «Durante o próximo ano — um ano INTEIRO — devereis invocar o nome de Saddam Hussein e lembrar que Israel esteve sempre solidário com os esforços americanos com vista a desembaraçar o mundo deste ditador cruel e de libertar o seu povo».  [75] O relatório sugere além disso estabelecer de maneira repetida um paralelo entre Saddam Hussein e Yasser Arafat. [76]

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No dia seguinte aos atentados do 11- Setembro, o Le Monde intitula o seu editorial «Nós somos todos Americanos»

Sofisticação máxima: Michael Ledeen contesta no seu livro La Guerre contre les maîtres de la terreur – (A Guerra contra os Mestres do Terror, NdT) (2003) [77] a ideia geral que a paz na Palestina é a condição para a paz no Próximo-Oriente. Afirma ao contrário, «Se nós destruirmos os mestres do terror em Bagdade, Damasco, Teerão e Riade, nós poderemos ter uma hipótese de negociar uma paz duradoura na Palestina».  [78]

(continua)

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[53] «Les néo-conservateurs et la politique du “chaos constructeur“», por Thierry Meyssan, Rede Voltaire, 25 de Julho de 2006. – (Os neo-conservadores e a política do “caos construtivo” , NdT)

[54] Sob a presidência de Richard Perle, o Defense Policy Board Advisory Committee- sigla em inglês para Direcção do Comité Consultivo para a Política de Defesa, NdT – incluia Kenneth Adelman, Richard V. Allen, Martin Anderson, Gary S. Becker, Barry M.Blechman, Harold Brown, Eliot Cohen, Devon Cross, Ronald Fogleman, Thomas S. Foley, Tillie K. Fowler, Newt Gingrich, Gerald Hillman, Charles A. Horner, Fred C. Ikle, David Jeremiah, Henry Kissinger, William Owens, J. Danforth Quayle, Henry S. Rowen, James R. Schlesinger, Jack Sheehan, Kiron Skinner, Walter B. Slocombe, Hal Sonnenfeldt, Terry Teague, Ruth Wedgwood, Chris Williams, Pete Wilson et R. James Woolsey, Jr.

[55Coping with Crumbling States: A Western and Israeli Balance of Power Strategy for the Levant, IASPS, Dezembro de 1996.

[56] «The residual unity of the nation is an illusion projected by extreme repression of the state.»

[57] «The Case for Toppling Saddam The longer America waits, the more dangerous he becomes». , por Benjamin Netanyahu, The Wall Street Journal, 20 de Setembro de 2002.

[58] «A dictator who is rapidly expanding his arsenal of biological and chemical weapons, who has used these weapons of mass destruction against his subjects and his neighbors, and who is feverishly trying to acquire nuclear weapons.»

[59] «Ben Laden was involved in the first attack on the WTC which had as its intention doing exactly what happened here, which is the collapse of those towers. He certainly has to be a prime suspect. But there are others in the Middle East, and there are at least two States, Iran and Irak, which should at least remain on the list as essential suspects.»

[60] «It is the day that will change our lives. It is the day when the war that the terrorists declared on the US […] has been brought home to the U.S.»

[61] «In language familiar to the Americans by tapping into themes of American administrations during the cold war which apply well to Israel.»

[62] «Promote Western values and traditions. Such an approach […] will be well received in the United States.»

[63] «Such self-reliance will grant Israel greater freedom of action and remove a significant lever of [United States] pressure used against it in the past.»

[64] An End to Evil: How to Win the War on Terror, por Richard Perle e David Frum, Ballantine Books (2003). Ler: «Le programme des faucons pour 2004http://www.voltairenet.org/article1…», por Thierry Meyssan, Rede Voltaire, 25 de Dezembro de 2003. – (O programa dos falcões para 2004, NdT)

[65] «End this evil before it kills again and on a genocidal scale. There is no middle way for Americans: It is victory or holocaust.»

[66] «Why would Iraq attack America or use nuclear weapons against us? I’ll tell you what I think the real threat is and actually has been since 1990: it’s the threat against Israel. And this is the threat that dare not speak its name, because the Europeans don’t care deeply about that threat, I will tell you frankly. And the American government doesn’t want to lean too hard on it rhetorically, because it is not a popular sell.»

[67] «No one should doubt that the United States and Israel share a common enemy. We are both targets of what you have correctly called an “Axis of Evil.” Israel is targeted in part because it is our friend, and in part because it is an island of liberal, democratic principles — American principles — in a sea of tyranny, intolerance, and hatred.»

[68] «Today we are all Americans […] For the bin Ladens of the world, Israel is merely a sideshow. America is the target.», Testimony of former Israeli Prime Minister Netanyahu before House Government Reform Committee.

[69] «We are all Israelis now.»

[70] «Since September 11th, we Americans have one thing more in common with Israelis. On that day America was attacked by suicide bombers. At that moment everyAmerican understood what it was like to live in Jerusalem, or Netanya or Haifa. And since September 11th, Americans now know why we must fight and win the war on terrorism.» in Transcript of remarks at Pro-Israel Rally, por Paul Wolfowitz, West Front of United States Capitol, Washington D.C., 2a Feira 15 de Abril de 2002.

[71] «Since the Sept 11th attack on the US, Israel’s PR strategy has been to frame all Palestinian action, violent or not, as terrorism. To the extent that they can do that, they’ve repackaged an illegal military occupation as part of America’s war on terror» In Peace, Propaganda and the Promised Land, documentário de Sut Jhally e Bathsheba Ratzkoff (2004)- (Em Paz,Propaganda e a Terra Prometida, NdT)

[72] «To integrate and leverage history and communications for the benefit of Israël»

[73] Wexner Analysis: Israeli Communication Priorities 2013. Versão francesa La communication israélienne pour 2003 selon la Fondation Wexner, Traduction Marcel Charbonnier, Rede Voltaire, 4 de Julho de 2003. – (na Tradução para francês de Marcel Charbonnier – A informação israelita para 2003 segundo a Fundação Wexner, NdT)

[74] «The two words that tie Israel to America» et «two of the most hated words in the English language right now»

[75] «For a year — a SOLID YEAR — you should be invoking the name of Saddam Hussein and how Israel was always behind American effort to rid the world of this ruthless dictator and liberate their people.»

[76] Greg Felton, The Host and the Parasite: How Israel’s Fifth Column Consumed America, Bad Bear Press, 2010, p. 248-9. (O hospedeiro e o parasita: Como a 5a Coluna de Israel consome a América)

[77] The War Against the Terror Masters: Why It Happened, Where We Are Now, How We’ll Win, par Michael Ledeen, St. Martin’s Griffin (2003).

[78] «If we destroy the terror masters in Baghdad, Damascus, Tehran, and Riyadh, we might have a chance of brokering a durable peace [in Palestine].»

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Ver o original em:

http://www.voltairenet.org/article178109.html

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Para ler a Parte II deste trabalho de Laurent Guyénot, clique em:

OS ESTADOS UNIDOS E O NEOCONSERVADORISMO – O TRIPLO JOGO DOS NEO-CONSERVADORES, por LAURENT GUYÉNOT – II

 

1 Comment

  1. Com licença?

    ASSIM É. PAÍS SEM PUDOR! É o Bacanal Brazzil! É a SURUBA como definiu o líder do governo no Senado, o “Caju”.
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2017/02/24/assim-e-pais-sem-pudor-e-o-bacanal-brazzil-e-a-suruba-como-definiu-o-lider-do-governo-no-senado-o-caju/

    “…Para os ricos cada vez mais e mais. O Bacanal Brazzil está aberto e a SURUBA ferve! Encoste-se na parede e proteja eu rabo, se tiver algum jeito. Pior, acho que não tem não!

    O QUE VOCÊ ACHA DE MULTIPLICAR ESTE VÍDEO?

    VEJA A SEGUIR O CASO-FRAUDE DA PREVIDÊNCIA. ASSIM É. PAÍS SEM PUDOR!…”

    > https://www.facebook.com/rosacra13/videos/10210450969782640/

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