
DIA 12
De Bob Wilson e Isabelle Huppert ao teatro de rua do Xarxa
Sexta-feira, dia 12 de Julho, é um dia em cheio e para todos os gostos no Festival de Almada.
Começa na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia, às 14h, com o Sentido dos mestres, dirigido por Hajo Schüler; às 16h, no Teatro-Estúdio António Assunção, pode ver Que boa ideia virmos para as montanhas, pelo Teatro da Cidade; às 18h30, no TMJB, continua em cena Se isto é um homem; às 20h30, a música de Maio Copé na Esplanada da Escola D. António da Costa, com entrada livre; às 21h, no Grande Auditório do CCB, o momento mais esperado do Festival: Isabelle Huppert faz de Mary Stuart, Rainha da Escócia, em Mary disse o que disse, de Darryl Pinckney, com encenação de Bob Wilson e música de Ludovico Einaudi, pelo Théâtre de la Ville; também às 21h mas em Cascais, no Teatro Mirita Casimiro, pode ver O sonho; às 21h30, no TNDMII, As três sozinhas; às 22h, no Palco Grande da Escola D. António da Costa, o Teatro do Bairro apresenta Terror e miséria, de Brecht, com encenação de António Pires; e depois, às 24h, na Praça S. João Baptista, em Almada, outro momento muito esperado do Festival deste ano: a companhia espanhola de teatro de rua, Xarxa Teatre, apresenta Fahrenheit Ara Pacis, de Vicent Martí Xar, com direcção artística de Leandre Escamilla e Manuel Vilanova. Este espectáculo é de entrada livre.
Uma história e uma personagem únicas enformam um espectáculo portentoso sobre as últimas horas de vida de Mary Stuart, Rainha da Escócia, que desafiou as forças da História e do destino, e foi por essa razão julgada no Verão, condenada no Outono e executada no Inverno de 1587, por ordem da sua prima, a Rainha Isabel I. Diz-se que os seus lábios ainda mexiam quando o carrasco exibiu a sua cabeça decepada.
Mais de dois séculos decorridos desde Maria Stuart de Schiller, o romancista e dramaturgo Darryl Pinckney (n. Indiana, 1953), autor, entre outros livros, de High Cotton e de Black Deutschland, desafiou-se a entrar na cabeça de uma rainha que está há dezanove anos num maquiavélico corredor da morte do século XVI. Robert Wilson (n. Texas, 1941), figura cimeira reconhecida por abordagens estéticas não convencionais ao teatro e à ópera, encenou Fausto, de Goethe, La Traviata, de Verdi, a Ópera dos Três Vinténs, de Brecht – ou ainda Quarteto, de Heiner Müller, e Orlando, de Virginia Wolf, estes contando com a interpretação de Isabelle Huppert (n. Paris, 1953). A actriz estudou teatro com Antoine Vitez, fez cinema com Preminger, Chabrol, Godard, Haneke, teatro com Claude Régy e Luc Bondy, entre muitos outros grandes nomes. Ludovico Einaudi (n. Turim, Itália, 1955) é um compositor e pianista mundialmente reconhecido pela sua música de sonoridades oníricas que misturam de forma única sons ancestrais e vanguardistas.
Mary disse o que disse
Encenação, cenografia e desenho de luz de Robert Wilson
Interpretação de Isabelle Huppert
Texto de Darryl Pinckney e Música de Ludovico Einaudi
FIGURINOS: Jacques Reynaud
ENCENADOR ASSOCIADO: Charles Chemin
COLABORAÇÃO CENOGRAFIA: Annick Lavallée-Benny
COLABORAÇÃO DESENHO DE LUZ: Xavier Baron
COLABORAÇÃO FIGURINOS: Pascale Paume
APOIO AO MOVIMENTO: Fani Sarantari
DESENHO DE SOM: Nick Sagar
CRIAÇÃO CARACTERIZAÇÃO: Sylvie Cailler
CRIAÇÃO CABELOS: Jocelyne Milazzo
TRADUÇÃO DO INGLÊS: Fabrice Scott
EXECUÇÃO ADEREÇOS: Atelier Espace et Compagnie
EXECUÇÃO FIGURINOS: Atelier Caraco
EXECUÇÃO SAPATOS: Repetto
LÍNGUA: Francês (legendado em Português)
THÉÂTRE DE LA VILLE (Paris, França)
Co-produção: Wiener Festwochen (Viena, Áustria), Teatro della Toscana (Florença, Itália), International Theater Amsterdam (Amesterdão, Holanda), Thalia Theater (Hamburgo, Alemanha) | Parceria: EdM Productions
Parceria: CCB/Festival de Almada | Apoio: Institut Français du Portugal)
CENTRO CULTURAL DE BELÉM | GRANDE AUDITÓRIO | M/14
12 JUL | SEX | 21H
13 JUL | SÁB | 21H
PREÇO: 10€ A 50€
Os antigos romanos construiam templos dedicados à paz para que os deuses não os abandonassem e pudessem desfrutar de períodos longos sem violência. Desafortunadamente, todos esses templos foram destruídos por novas guerras ou por religiões intolerantes. A transição de uma cidadania pacífica para uma milícia violenta advém da falta de liberdade, do pensamento único e da destruição da cultura, como explica Ray Bradbury em Fahrenheit 451 (um livro distópico de 1953). A festa apresenta-se como alternativa à violência. O uso festivo da pólvora como uma alternativa à sua utilização militar. O espectáculo passou já por grandes festivais (Suiça, México, França, Coreia do Sul) e usa várias técnicas de cena, da pirotecnia aos efeitos de iluminação de grande espectacularidade como formas de metaforizar a transformação de uma sociedade agrária e festiva que acaba por sucumbir ao furor belicista, pois a cegueira do homem é o combustível da guerra.
O Xarxa Teatre nasceu sem uma casa em 1983 em Vila-real (Castellón, Valência, Espanha), e essa circunstância fez com que tivessem escolhido a rua como palco. Manuel Vilanova (n. 1962) e Leandre Escamilla Marti (n. 1962) assumiram, assim, as origens desta companhia e transformaram-na numa das mais espectaculares do Mundo, misturando tradição e modernidade e ganhando o epíteto de “escultores do fogo”
FAHRENHEIT ARA PACIS
de Vicent Martí Xar
Direcção artística de Leandre Escamilla e Manuel Vilanova
MÚSICA: Samu Parejo
CENOGRAFIA: Amat Bellés e Pasqual Arrufat
FIGURINOS E MAQUILHAGEM: Esther Anglés
DESENHO PIROTÉCNICO: Xarxa Teatre
OPERAÇÃO PIROTÉCNICA: Pepe Peñarroja
LUZ E SOM: Angel Carrasco
DIRECÇÃO TÉCNICA: Angel Carrasco “el Nano”
INTERPRETAÇÃO: Esther Anglés, Ferran Igual, Ferran Navarro, Lledó Magnieto, Manuel Ortí “Rabassa”, Oscar Luna, Pasqual Arrufat e Paula Escamilla
XARXA TEATRE (Valência, Espanha)
ALMADA | PRAÇA S. JOÃO BAPTISTA | PARA TODAS AS IDADES
12 JUL | SEX | 24H
PREÇO: ENTRADA LIVRE
INFORMAÇÕES: +351 212 739 360 ou em www.ctalmada.pt

Miguel Martins
Comunicação

