
DIA 15
Juni Dahr a Joana d’Arc
Na segunda-feira, dia 15, temos o segundo Encontro da Cerca, que começa às 17h, naturalmente na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, denominado 3º Encontro Internacional TEATROS DA AMÉRICA LATINA (TELA/TTLA), com coordenação de José Manuel Castanheira, e que conta com participantes do Brasil, do Chile, de Cuba, da Venezuela, de Espanha, do México e de Portugal. A entrada é livre. Às 18h, há Colóquio na Esplanada, com Guilherme Gomes, Nídia Roque e Rita Cabaço (autor/encenador e intérpretes de que boa ideia, virmos para as montanhas). Este colóquio terá a moderação da crítica Rita Martins. Ás 21h30, três espectáculos em Almada: Se isto é um homem, no TMJB; País clandestino, no Fórum Romeu Correia; e Joana d’Arc protagonizado por Juni Dahr, a actriz norueguesa que os espectadores do Festival de Almada bem conhecem, e que já ganhou a votação do público em 2016, tendo sido, com Hedda Gabler, Espectáculo de Honra em 2017.
Nascida durante a Guerra dos 100 anos, a filha de um camponês francês chamado Jacques d’Arc começou a ouvir vozes aos 13 anos, chamamentos que a exortavam a uma inesperada tarefa: a de ajudar Carlos VII a ser coroado Rei de França. Acusada de bruxaria e de heresia, Joana d’Arc (1412-1431) foi condenada e queimada viva. Mais tarde seria beatificada, e depois canonizada pelo Vaticano.
Ancorado no tema da paixão que não conhece limites, de alguém que se mantém fiel a uma mensagem que arde dentro de si e que se dispõe ao sacrifício por aquilo em que acredita, o espectáculo baseia-se em textos escritos pela própria Joana d’Arc e em registos remanescentes das palavras que terá proferido durante o seu julgamento. Teve uma primeira versão estreada em Los Angeles em 1988, com encenação de John Morrow. Numa crítica publicada nos Los Angeles Times podia ler-se: «Dahr está enfeitiçada por Joana.»
Juni Dahr (n. Oslo, Noruega, 1953), actriz e encenadora, discípula de Grotowski, cujo trabalho assenta muitas vezes no cruzamento de textos clássicos com a performance em lugares específicos não convencionais – tal como o foi a Casa da Cerca, onde recriou já Hedda Gabler, de Ibsen – regressa a Almada, desta feita à Capela do Seminário de São Paulo: um lugar extraordinário e indelevelmente ligado à História do teatro em Portugal (Frei Luís de Sousa culmina ali).
Joana d’Arc
de John Morrow e Juni Dahr
CONCEPÇÃO, DIRECÇÃO ARTÍSTICA E INTERPRETAÇÃO: Juni Dahr
MÚSICA: Chris Poole
DESENHO DE LUZ: Frank Tangen
PRODUÇÃO: Marianne Roland
VISJONER TEATRE (Oslo, Noruega)
LÍNGUA: Norueguês (legendado em Português)
ALMADA | SEMINÁRIO DE SÃO PAULO | M/12
15 JUL | SEG | 21H30
16 JUL | TER | 18H30
17 JUL | QUA | 21H30
PREÇO: 10€
INFORMAÇÕES: +351 212 739 360 ou em www.ctalmada.pt

Miguel Martins
Comunicação

