GIRO DO HORIZONTE – “UCRÂNIA – UMA GUERRA PREVENTIVA” – por PEDRO DE PEZARAT CORREIA

 

3 Comments

  1. Diz que a intervenção da Rússia foi preventiva (e daí ilegítima) e não preemptiva (e daí letítima, antecipando um ataque da outra parte).

    Mas eu pergunto então o que se passou no último ano, com a liderança da Ucrânia a ameaçar não apenas a entrada na NATO, mas também a fazer “exercícios” militares já conjuntamente com exércitos da NATO, a recusar acordos de paz de Minsk e assim mantendo por 8 anos (de 2014 até agora) uma guerra que já levou +13 mil almas ainda antes da Rússia se envolver oficialmente, a ameaçar com laboratórios biológicos/químicos (algo que só agora deixou de ser secreto, mas com certeza a intelligence Russa já devia desconfiar), a promessa de Zelensky de conquistar a Crimeia à força (portanto alargando a guerra do Donbass a mais uma região com o objetivo de matar ucranianos russófonos), e com a lunática ameaça de vir a ter armas nucleares com a agravante de as ter apontadas a Moscovo numa altura em que a Ucrânia já seria (nesse plano lunático) mais um membro da NATO.

    Que tudo isto foram provocações, já quase ninguém nega. Mas eu pergunto se só é óbvio para mim que isto foi uma série de coisas que se podem designar por declarações sucessivas de guerra, e que se esse lado (Ucrânia e NATO) faz tudo para tornar a guerra inevitável, então a invasão por parte da Rússia é legítima, pois é um ataque preemptivo, que salvou incontáveis vidas no Donbass, na Crimeia, em território Russo, e quiçá evitando até uma guerra pior (pois a Rússia teria de usar armas nucleares para se defender de um ataque da NATO mais que provável, tendo em conta o historial ofensivo dessa organização…

    A paz, nesta realidade, não se fará travando Putin. Faz-se com um ataque preemptivo contra quem violou acordos de paz de Minsk, manteve guerra no Donbass por 8 anos, queria alargar essa guerra à Crimeia (cujo povo se tornou independente de forma pacífica e bem mais democrática que qualquer integração Europeia), recusou condenar o nazismo na votação na ONU, e ameaçou tantas vidas com o desenvolvimento de armas químicas e futuramente armas nucleares.

    Aliás, o que a Rússia e Ucrânia estão agora a negociar (modus vivendi baseado na neutralidade da Ucrânia, a exemplo do que Finlândia negociou com a URSS) prova que a guerra só não foi evitada porque a Zelensky (com o veneno da NATO nos ouvidos) assim não quis. Aliás, as críticas de Zelensky ao Ocidente já começaram a revelar o teor de tal veneno que lhe foi administrado em forma de promessas falsas.

    Quanto à comparação disto com as guerras do Iraque e Afeganistão, acho de mau gosto. No médio oriente a matança foi indiscriminada e chegou a 2 milhões (e nunca houve um único corredor humanitário), e o denunciante (Assange) dos crimes de guerra ainda está preso e corre risco de vida. A guerra no Donbass levou +13 mil vidas em 8 anos. E segundo a ONU a atual invasão, que relembro é para parar a guerra do Donbass e evitar a da Crimeia (e talvez outra bem pior), só matou 600 civis. Ao pé na NATO, isto é incomparável parece uma operação cirúrgica. E no meio de tanto lunático e criminoso de guerra, Putin é um estadista e até parece um pacifista.

    Três desejos:
    A: que o acordo de paz seja assinado o mais rapidamente possível, e cumprido duradouramente;
    B: que as sanções também sejam levantadas depressa de forma a evitar um tiro nos pés dos Europeus, e porque essa guerra económica já dura há tempo demais contra o povo russo;
    Z: e que as covas sejam bem fundas para o Batalhão Azov e companhia. Nazi bom, é nazi morto.

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