Sim, já sei. Lá vem ele com o Wave, mais uma estafadésima, mas nunca derradeira vez. Já é mania.
É verdade. Mas também é verdade que este é um dos CDs mais queridos, surpreendentes e íntimos que comprei alguma, vez quase na escuridão, só pelos nomes que lhe faziam parte – peguei nele (único exemplar à venda) e levei-o a correr para casa, para o ouvir.
Eram a Rosinha de Valença (saberão quem é?) e o Toots Thielemans (talvez saibam deste?) – a primeira das quais foi de grande importância para mim nos inícios da bossa nova e o segundo de grande importância para mim na descoberta de um instrumento raro no Jazz. Em Portugal vim a conhecer um virtuoso, extraordinário, mais tarde meu amigo e sei realmente do que estou a falar. É o Gonçalo de Sousa.
Não fiquei de modo algum frustrado – bem pelo contrário. A Rosinha excelente, o Toots maravilhoso. Mas havia uma terceira curiosidade, feita surpresa, nessa gravação. Era a Voz. A voz, sim. Muito bonita, não era feminina como parecia. Era de um cantor entre o tenor e o contralto – sim há vida para lá do conhecido Ney Matogrosso de quem muitas mulheres parecem também muito gostar – e de uma suavidade e afinação a toda a prova. Era um desconhecido Flávio Faria.
Um CD que ainda hoje ouço como se fosse hoje adquirido.
Mas haverá (realmente) alguma coisa maior do que a Música?
Carlos

Obrigado a Rosinha de Valença, Flavio Faria – Tópico e ao youtube

