
Faleceu ontem em Lisboa o poeta, ensaísta, tradutor e professor universitário Manuel Gusmão. Foi também militante político desde a juventude, tendo sido eleito para a Assembleia Constituinte pelo PCP e agraciado pelo Governo Português com a medalha de Mérito Cultural em 2019. Leiam um dos seus poemas:
Canção porque (não) morres
Este é o último livro, prometia
como alguém que tivesse esquecido
que assim sempre tinha sido – aquele
era o último e depois que alguém viesse
fechar a porta contra o som do mar.
– Pagava por jogar no escuro
e por aqueles ardis já gastos
com que pensava e não pensava
enganar a morte branca e vermelha.
– Ah e não esqueças: – deitar fora a chave
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Canção porque (não) Morres – Manuel Gusmão – Poetris
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Manuel Gusmão. O poeta para quem a poesia era uma forma de pensamento (msn.com)
Manuel Gusmão. O selvagem desespero que se revolta contra isto (sapo.pt)
