A ameaça cumpriu-se e Mariana Jones foi impedida de apresentar “O Avô Rui, o Senhor do Café”. Tal aconteceu por acção de um grupelho, que se designa por “Habeas Corpus” e cujo líder espiritual é o ex-juiz Rui da Fonseca e Castro.
O ódio à escritora deve-se ao livro “O Pedro gosta do Afonso”, que os nazis do “Habeas Corpus” consideram fazer a apologia da homossexualidade e como um ataque à moral e aos bons costumes. Uma mentira pegada, diz quem já o leu. “Coisa” que, pelos vistos, os energúmenos do “Habeas Corpus” não fizeram.
O terrorismo homofóbico teve como palco a loja da FNAC no NorteShoping. Em declarações à Lusa, Mariana Jones contou que foi o próprio Rui Fonseca e Castro que a interrompeu e “não mais consegui falar e fui retirada do local por seguranças”.
Já na apresentação do mesmo livro na Feira do Livro de Lisboa, outro elemento daquele grupo chamou-lhe “promotora da homossexualidade infantil e pedofilia”. Por essa razão apresentou queixa na PSP por ameaças e intimidações e o caso está a ser avaliado pelo Ministério Público. A autora diz que vai pedir para juntar o sucedido agora ao mesmo processo.
Mariana Jones disse, ainda, à Lusa, que tem recebido “dezenas de mensagens de ódio” e que o seu número de telefone foi publicado, bem como uma fotografia da sua filha bebé, acompanhada por frases do tipo “esta também é lésbica?”
“Animal”, “técnica de recrutamento homossexual infantil” ou “escritora medíocre que encontrou uma forma de ganhar dinheiro com conteúdos de natureza homossexual para crianças” são alguns dos mimos que lhe dirigem. Urge que, perante tão evidente fúria nazi, sejamos todos Mariana Jones.
Clicar em:
https://portocanal.sapo.pt/noticia/352529



