ADÃO CRUZ – REFLEXÃO

O consenso científico leva-nos a considerar, de uma forma que ainda não compreendemos bem, que o pensamento é produzido pela actividade de milhares de milhões de células chamadas neurónios, pertencentes á estrutura mais complexa do Universo, conhecida como o cérebro humano.

A história da Ciência não é uma progressão harmónica de brilhantes teorias e descobertas, mas, pelo contrário, está cheia de acontecimentos casuais, erros e confusões, até chegar, por vezes, a um fenómeno que decide considerar como Facto Científico e, como tal, irrefutável dentro do nosso mais elevado conhecimento. Tudo isto leva muito tempo e muita acumulação de dúvidas e de “certezas”. Por isso se diz que a Ciência, profundamente humilde, ao contrário do que muitas pessoas pensam, é um cemitério de hipóteses até à conquista do Facto Científico, extremamente difícil de desmentir à luz de todo o nosso conhecimento actual.

Nunca devemos esquecer que cada ideia, por mais ultrapassada que seja, foi moderna na sua altura, nova e excitante. Por isso nunca poderemos menosprezar as teorias e as ideias passadas, ainda que nos apeteça considerá-las estúpidas à luz dos dias de hoje. Sem elas não teríamos chegado aqui. Também temos a consciência de que um dia seremos nós o passado, e as nossas ideias e certezas surpreenderão os descendentes. Todavia, os tempos são outros e muito diferentes, e não podemos pôr de lado a razão e esquecermo-nos de que os conhecimentos de hoje, assentes numa ciência profundamente evoluída, são de refutação muito mais difícil do que eram há um, dois e três séculos atrás.

 

 

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