Chegar a Veneza de comboio significa automaticamente evocar o nome de Santa Luzia, mártir natural de Siracusa, na Sicília, que morreu no dia 13 de dezembro de 304. Os restos mortais da Santa encontram-se no Santuário de Santa Luzia em Veneza, cidade onde se lhe atribui um milagre ocorrido a 18 de janeiro de 1280, durante o cortejo que acompanhava o corpo da Santa da ilha de São Jorge para a Igreja da Anunciada, quando uma mulher obteve a cura do filho que estava a perder a visão como consequência de uma grave doença.
A região do Véneto é uma das regiões italianas mais devotas ao culto de Santa Luzia. Em Verona é venerada desde a Idade Média. No século XIII começou a tradição de deixar presentes às crianças durante a noite de 12 para 13 de dezembro em nome da Santa: devido a uma epidemia, nessa altura muitas crianças estavam a perder a vista e por isso os pais organizaram um procissão, prometendo às crianças que, quando regressassem a casa, Santa Luzia lhes faria encontrar doces e presentes – tradição que se mantém até aos dias de hoje.
Entre os passados dia 12 e 14 de dezembro, o santuário veneziano foi reconhecido como estação jubilar onde poder obter indulgência plenária. A festa este ano foi assinalada também pela reabertura da torre sineira, que acaba de ser restaurada, fazendo com que os sinos voltassem a dobrar após dez anos de silêncio. O campanário abrirá ao público brevemente, dando assim a possibilidade de ver de uma perspetiva privilegiada a cidade e a laguna.
(Créditos de imagem: https://www.santuariodilucia.it/project/il-santuario/)


