por Rui Oliveira
Também hoje, Sábado 23 de Fevereiro, dois ou três acontecimentos discutem a primazia do destaque diário. Assim :
Prosseguem na Sala Principal do Teatro Nacional de São Carlos, às 16h, as Comemorações dos 20 anos da Orquestra Sinfónica Portuguesa com a interpretação pela Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direcção do maestro Pedro Neves, com Sofia Sá da Bandeira encarregue da narração, das seguintes obras de :
Benjamin Britten – Guia da Orquestra para Jovens I. Tema Madeiras II. Variação 1 – Flautas , III.Variação 2 – Oboés, IV. Variação 3 – Clarinetes, V. Variação 4 – Fagotes Cordas VI. Variação 5 – Violinos, VII. Variação 6 – Violas, VIII. Variação 7 – Violoncelos, IX. Variação 8 – Contrabaixos, X. Variação 9 – Harpa Metais XI. Variação 10 – Trompas, XII. Variação 11 – Trompetes, XIII. Variação 12 – Trombones e Tuba Percussão XIV. Variação 13 – Percussão, XV. Fuga
Modest Mussorgski / orquestração de Maurice Ravel – Quadros de uma Exposição Promenade I. O Gnomo, Promenade II. O Velho Castelo, Promenade III. O Jardim das Tulherias (Gritaria das Crianças Depois do Jogo), IV. O Carro de Bois, Promenade V. Bailado dos Pintainhos a Sair dos Ovos, VI. A Discussão Entre um Judeu Rico e Outro Pobre, VII. O Mercado de Limoges (A Grande Notícia), VIII. As Catacumbas (Sepulcro Romano) – Cum mortuis in lingua mortua, IX. A Cabana da Feiticeira Baba Yaga, X. O Grande Pórtico de Kiev
Podemos aperceber-nos aqui do “som” potencial desta Orquestra Sinfónica através deste workshop do seu sector juvenil quando, na Páscoa de 2010, tocaram a peça de Britten “Guia da Orquestra para jovens” de que este é o registo dos momentos finais :
Mais tarde neste Sábado 23 de Fevereiro, às 21h, é possível ouvir pela primeira vez em Lisboa (ao que julgamos), no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, o Quarteto Pavel Haas composto pelos músicos checos Veronika Jaruskova violino, Marek Zwiebel violino, Pavel Nikl viola e Peter Jarusek violoncelo.
É um quarteto que foi buscar a sua designação ao nome do compositor checo Pavel Haas (1899-1944), tragicamente assassinado em Auschwitz, cujo legado inclui três admiráveis quartetos de cordas que o PHQ regularmente toca.
Na sua formação estudou com alguns dos mestres mundiais do género, incluindo membros dos quartetos Italiano, Mosaïques, Borodin e Amadeus, e ainda com Walter Levin, fundador do Quarteto LaSalle, tendo trabalhado activamente com Milan Skampa, o lendário violetista do Quarteto Smetana.
Dos seus álbuns editados, ressalta a gravação dos quartetos de cordas Op. 106 e 96 de Dvořák (ed. Supraphon) que lhes valeu o prémio «Disco do Ano» em 2011 nos Gramophone Awards.
No programa deste concerto estão :
Alfred Schnittke Quarteto de cordas n.º 3
Dmitri Schostakovich Quarteto de cordas n.º 8
Ludwig van Beethoven Quarteto de cordas, op. 130
Grosse Fuge, op. 133
Ouçamos (como “isco” para ir ao CCB) como soa nestas cordas o 1º andamento (Allegro ma non tanto) da peça do concerto Quarteto em Dó menor, op. 18 nº 4 de Beethoven :
Quem tenha curiosidade em ouvir como o Quarteto interpreta o 1º andamento do Quarteto de cordas nº 2 “From the Monkey Mountains” do seu mentor Pavel Haas veja aqui : http://youtu.be/4JUB1XnZgCw

Esta é a segunda noite (Sábado 23 de Fevereiro) em que a dupla Monika Gintersdorfer e Knut Klassen (ver imagem ontem) traz à Sala Principal do Teatro Maria Matos, às 20h30, novo tema abordado pelos seus actores e bailarinos relativo à realidade da capital costa-marfinense Abidjan.
“Breaking Performance : Gbaagbo at the ICC” é um formato criado para responder aos acontecimentos da actualidade política com um desfasamento temporal mínimo, sendo as notícias de última hora (transmitidas pela televisão) confrontadas em cena pelos intérpretes com os seus pontos de vista. A sua relação e implicação pessoal com os factos apresentados é determinante. Esta performance é dedicada ao processo do ex-presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, no Tribunal Internacional de Justiça de Haia e interpretada pelos actores/bailarinos Gotta Depri, Hauke Heumann, Franck Edmond Yao e Gadouku la Star.
Em seguida, actuam Douk Saga (foto), Lino Versace, Boro Sanguy, Le Molare, estrelas de música e dança da Costa do Marfim que na comunidade imigrante parisiense são conhecidos como La Jet set, uma ideia subversiva, mistura entre política e entretenimento. Combinam o glamour do seu vedetismo com a precariedade das condições de vida nos bairros sociais. DJs cantam histórias sobre o mundo do jet set no qual os imigrantes ascendem a cargos de banqueiro, embaixador ou até presidente. Nos clubes nocturnos da Cidade das Luzes, lançaram uma nova tendência: o Couper Décaler e este movimento artístico tornou-se um sucesso em toda a África Ocidental e nas comunidades residentes na Europa.
Eis como Douk Saga e Le Molare cantam La Jet Set :

O pernambucano Lula Queiroga é o intérprete da Semana Cantores Brasileiros que neste Sábado 23 de Fevereiro animará o Espaço Brasil /LX Factory (Rua Rodrigues de Faria, 103 – Armazém L), às 22h, com o seu show “Todo Dia é o Fim do Mundo” de celebração do «Ano Brasil-Portugal».
Reconhecido pela crítica como um artista que mantêm o dom de surpreender através duma mistura de rock e música nordestina, este cantor, compositor, poeta, letrista, cineasta, escritor (e até publicitário) brasileiro produziu a curta metragem “Assombrações do Recife Velho”, o projecto multi-media “Falange Canibal” e lançou cinco CDs, alguns com a participação de Lenine, Elba Ramalho e outros.
Assim soa o tema central do seu disco e também do espectáculo :
No Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, nº 48) há novidade neste Sábado 23 de Fevereiro pois aí actua pela primeira vez, às 23h, o agrupamento jazzístico “Marco von Orelli 5”, composto por Marco von Orelli (trompete), Lukas Briggen (trombone), Michel Wintsch (piano, sintetizador), Kaspar von Grünigen (contrabaixo) e Samuel Dühsler (bateria).
Este trompetista e compositor suiço de Basileia estudou música nos conservatórios de Winterthur e Zurique onde encontrou o compositor e bandleader Mani Planzer e ainda Mathias Steinauer (compositor), que o encorajaram na procura duma expressão própria.
Marco von Orelli, hoje Master in Improvisation (Univ. Basileia), dedica o seu trabalho artístico muito a este aspecto, combinado com uma composição entre o jazz contemporâneo e a Neue Musik, o que se reflecte no seu álbum de estreia “Close Ties On Hidden Lanes” (HatHut Records, 2012).
Eis alguns dos seus temas anteriores :
Entretanto, ao bar Onda Jazz volta, neste Sábado 23 de Fevereiro, às 22h30 usuais, “Suzie’s Velvet”, o espectáculo de cabaret que a voz de Inês Sousa dinamiza (e encanta, segundo muitos), acompanhada de Margarida Campelo (piano e voz), Bruno Pernadas (guitarra e banjo), Gonçalo Leonardo (contrabaixo e voz) e João Correia (bateria).
Este é o seu vídeo promocional, com ressonâncias de The Andrew Sisters ou The Mills Brothers :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui)




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