Um Café na Internet

Quadro de Vladimir Kush
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Horácio
carpe diem
Tu não procures, conhecer não deves, o fim que a mim,
a ti concederam os deuses, ó Leucone, nem experimentes
os números babilónicos. Melhor sofrer o que quer que seja!
Seja muitos invernos, seja o último que Júpiter concedeu,
e que agora o mar Tirreno quebra contra os rochedos,
sejas sábia, filtres os vinhos, e pelo curto espaço de tempo
suprimas qualquer longa esperança. Enquanto falamos, o tempo invejoso
foge: aproveita o dia, muito pouco crédula no que virá.
Horacio
carpe diem
Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
Finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
Tentaris numeros. Ut melius quidquid erit pati!
Seu plures hiemes, seu tribuit Jupiter ultimam,
Quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum, sapias, vina liques et spatio brevi
Spem longam reseces. Dum loquimur, fugerit invida
Aetas: carpe diem, quam minimum credula postero.
Quinto Horácio Flaco – Quintus Horatius Flaccus – Venúsia, 65 a.C -Roma 8 a.C, poeta romano, um dos maiores da Antiguidade Clássica.
