Pentacórdio para Domingo 23

por Rui Oliveira

 

 

 

   Neste Domingo 23 de Setembro, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, às 17h, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção de Pedro Neves, com a participação do jovem clarinetista alemão Sebastian Manz, irá tocar de Ludwig van Beethoven – Abertura Coriolano, de Wolfgang Amadeus MozartConcerto para Clarinete e Orquestra, KV 622 e de  Felix MendelssohnSinfonia n.º 1 em Dó menor, Op. 11.

   Juntam-se assim, neste concerto, uma das primeiras obras orquestrais de Mendelssohn, terminada quando apenas contava quinze anos de idade, e uma das últimas criações de Mozart, escrita nos derradeiros meses da sua vida, partituras que nunca deixaram de ser tocadas até aos dias de hoje, bem como a abertura orquestral de Beethoven em que evocou o lendário general romano Coriolano, um líder exilado que se insurgiu contra o seu próprio povo e se viu vencido.

    Para dar a medida do virtuosismo do jovem instrumentista germânico que se estreia entre nós, ouçamo-lo no 4º andamento do Concerto para Clarinete do compositor francês neoclássico Jean René Désiré Françaix (1912 – 1997) com a Orquestra da Juventude da Baviera :

 

 

 

 

   Entretanto no Pequeno Auditório do CCB, a partir das 17h, encerra o Festival Música Viva 2012 cuja 18.ª edição se denominou Dar Voz ! com uma Homenagem a Constança Capdeville , compositora de Barcelona que se radicou em Portugal em 1951 e deveria comemorar agora os seus 75 anos. Propõe-se “um espectáculo que, sem pretender ser ao “estilo de”, procurasse criar um contexto em tudo semelhante àquele que Capdeville criava para as suas obras: a integração destas num espectáculo concebido como um todo, acolhendo e convivendo com as obras e momentos que o constituem”.

   Imaginado e dirigido por António de Sousa Dias (em estreia absoluta), “Ce désert est faux” “… pode ser interpretado livremente, ou ser tomado à letra: este lugar que nos querem por vezes fazer crer de deserto, como deserto é falso pois “as sombras que escavo deixam transparecer as cores como tantos segredos absurdos”, diria a compositora”.

   Colaboram Nuno Vieira D’Almeida piano, António de Sousa Dias direcção e percussão, Luis Madureira voz, Carlos Martins saxofone, João Natividade movimento, Pedro Wallenstein contrabaixo e Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (maestro João Paulo Santos).

 

 

   Também no Domingo 23 de Setembro encerra no Teatro Nacional de São Carlos o programa designado “Amadeus 41” que neste dia começa por três concertos onde as Últimas Sinfonias de Wolfgang Amadeus Mozart serão interpretadas pela Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direcção musical de Martin André.

   Assim às 11h30h, 14h45 e 16h40 ouvir-se-ão, respectivamente, as sinfonias da n.º 30 à n.º 34, da n.º 35 à n.º 38 e da n.º 39 à n.º 41.

 

   Às 18h50 o Concerto de Encerramento contará com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos (sob a direcção musical de Giovanni Andreoli) e a presença dos cantores Dora Rodrigues  soprano, Patrícia Quinta  meio-soprano, Bruno Almeida  tenor e Jorge Martins  barítono para a execução do Requiem, Kv.626 de Wolfgang Amadeus Mozart.

   Esperemos que a performance dos músicos nesse dia se equivalha à do registo célebre da Orquestra Filarmónica de Viena sob a direcção de Karl Bohm que contou com a colaboração de Edith Mathis soprano, Julia Hamari contralto, Wieslaw Ochman tenor e Karl Ridderbusch baixo e cuja interpretação do Introitus do Requiem em Ré menor, Kv.626  mostramos em seguida :



 

   Por último, rectifiquemos lapsos na Agenda de hoje, Sexta-feira 21, do qual o mais importante é :

 

 

   Na ZDB (Galeria Zé dos Bois) actua às 22h desta Sexta a cantora americana Meg Baird, apresentada como “ a mais profícua e consistente … de todas as protagonistas do ressurgimento da folk nos últimos dez anos”.

   Fundadora com Greg Weeks dos Espers (nome incontornável para a compreensão desse ressurgimento) e tem desde 2006 construído uma obra que concilia o respeito pelas formas clássicas da folk inglesa e americana com uma certa aura contemporânea. “Reconhece-se sem dificuldades uma sonoridade folk (nos acordes das guitarras, na voz, no tempo das canções) … mas o pastoralismo desapareceu. No seu lugar, encontramos agora uma música centrada nos seus espaços, respirações, silêncios”. O seu principal instrumento  continua a ser a voz, sobre as cordas da guitarra, proeminência que se descobre no último álbum, “Season On Earth”, editado no ano passado pela Drag City e de que abaixo reproduzimos o tema “Friends”.

   Precede-a no concerto Mandrax Icon, um projecto a solo de Márcio Cunha criado em 2006 cuja música se situa entre o folk e o blues. “Mary Climbed The Ladder For The Sun” é o seu primeiro álbum, a sair ainda este ano.

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui )

1 Comment

Leave a Reply