“ODE MARÍTIMA” DE FERNANDO PESSOA | ENCENAÇÃO JOÃO ROSA – Auditório Camões

Meus caros,

 

É com muito gosto que venho por este meio informar que dia 15 de Novembro às 21:00 estreamos o espectáculo “Ode Marítima” de Fernando Pessoa – Poesia, Teatro e Multimédia no Auditório Camões.

“ODE MARÍTIMA”

 

Sinopse:

A Ode Marítima é um dos poemas mais marcantes do heterónimo Álvaro de Campos expressa as suas ideias de força e agressividade, tão marcantes no período futurista e sensacionista. Ode Marítima prova máxima do poder da imaginação do homem mas também prova máxima de quão efémero é esse poder. Depois de tudo, depois da exaltação, da fúria, da descoberta e de ser tudo, há o regresso frio do corpo e a saída do sonho para a realidade de todos os dias, a realidade real, o lado de fora do sonho.

Porquê Fernando Pessoa:

O movimento artístico chamado Modernismo, em Portugal, deu seus primeiros passos em 1910, numa época de transição e de instabilidade política com a mudança do regime monárquico para o regime republicano. O movimento, em Portugal, surgiu com uma poesia alucinada, provocadora, irritante, com o intuito maior de desestabilizar a ordem política, social e económica da época e acompanhando as tendências de vanguarda que nasciam pela Europa, a temática artística apresentava-se com veias de inconformismo, de instabilidade, com o desejo de romper com o passado, de aderir a ideias futuristas, dando maior vida e visibilidade ao país. A Europa como um todo vivia um momento de efervescência cultural: a realidade reinterpretada pelos artistas, a crítica aos costumes ultrapassados e a ânsia em aderir e em acompanhar os avanços tecnológicos que rompiam com conceitos já estabilizados, porém atrasados.

Ler um livro é a forma universal de caminhar para outro mundo, outro universo, a magia de poder sentir as personagens e a magia de viver outras histórias sem imposições pré-definidas, as personagens o tempo e o espaço criado à imagem e sentimento de cada um. A proposta desta criação é transpor para o teatro o mesmo caminho, uma viajem de palavras e sentimentos, sendo essas, materializadas na mente do espectador através de estímulos expressos por sons, ruídos e vídeo incitando, desse modo, a forma como vemos ouvindo as personagens à nossa maneira, como queremos e como sentimos.

O conceito é muito simples, a exposição do público ao blackout cirurgicamente, alternando com apontamentos de multimédia, permitindo, o espectador viajar num delirante momento de sonho acordado. Um exercício de descoberta do mistério pela linguagem poética, captando e sentindo visualmente as palavras, tal como, um simples leitor sente à medida que leria o seu livro, à sua maneira, como querendo e sentindo.

”O homem sentiu sempre e os poetas frequentemente cantaram o poder fundador da linguagem,

que instaura uma sociedade imaginária,

anima as coisas inertes, faz ver o que ainda não existe,

traz de volta o que desapareceu”.

Émile Benveniste

 

Resolvi pegar neste texto por ser muito interessante do ponto de vista do trabalho do actor e acima de tudo por ser uma das “Odes” mais marcantes de Fernando Pessoa mas  o mais interessante de tudo, encaixa-se muitíssimo bem na actualidade. Encenar Fernando Pessoa é um desafio aliciante, pela sua riqueza literária e magnificência, daí a importância em continuar a divulga-lo desmistificando a complexidade da sua  escrita.

Conceber esta peça prende-se com uma necessidade de gritar, revoltar, extravasar e exorcizar tudo o que se passa à nossa volta e que tantos sentem. O teatro e em particular este texto é uma arma forte para intervir numa sociedade quase estagnada na profunda agonia em que vive. O teatro não pode ser só entretenimento, cultura e aprendizagem é sobretudo intervenção, agressão, revolta e combatividade. Deixem-se alertar, acordar e espicaçar pelo teatro!

João Rosa (encenador)

 

Criação e versão cénica: João Rosa | Texto: Fernando Pessoa (heterónimo Álvaro de Campos) | Estética Visual: Ricardo Campos | Videoarte: Ruben Sousa | Desenho de Luz  e som: João Lacueva | Luzes: José Alvega | Produção: João Rosa | Elenco: Artur Assunção, Delfina Costa, Helena Duarte, João Pires Silva e Lurdes Vinagre | Classificação etária: M/12

 

Morada Auditório Camões: Rua Almirante Barroso, 25 B 1050-129 Lisboa Acessos: Metro – Picoas, Saldanha-Autocarros – 20, 22, 26, 30, 32, 33, 40, 53, 205, 206 e 209.

 

Preço dos bilhetes

Normal: 10,00 €

Profissionais do Espectáculo: 7,50 € (vendido no local)

Maiores de 65 anos: 7,50 €

Jovens até 20 anos: 7,50 €

Preço Especial Escolas/Universidades: € 5,00 (mínimo de 5 pessoas)

Reservas/informações: ligue 1820 (24horas) ou 93 823 85 65 (produtor) E-mail: producoesteatrais2@gmail.com

Locais de venda: www.ticketline.sapo.pt no local e nos locais habituais de venda.

Website:  http://joaorosaoficinasteatro.wordpress.com/em-cartaz/

Os meus cumprimentos,

João Rosa

Actor e Encenador

“Só triunfam os que se atrevem a atrever-se”George Clemenceau
Website: www.joaorosaoficinasteatro.wordpress.com Tel: +351  93 823 85 65 E-mail: producoesteatrais2@gmail.com

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