PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS – QUEREM “Aumentar as propinas, fechar as cantinas”

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A Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis esteve hoje com estudantes e funcionárias na Cantina da Universidade de Lisboa, junto ao ISCTE. O plano é muito simples: fechar a cantina que serve os 9000 alunos do ISCTE e despedir as dez funcionárias da Eurest que trabalham há anos na cantina. Na próxima segunda-feira está marcada uma concentração às 12h00 frente à cantina contra o encerramento.

 Veio sem anúncio. As funcionárias da cantina (subcontratadas pela Eurest, mesmo aquelas que lá trabalhavam antes da cantina ser concessionada à mesma) foram informadas esta semana que depois do Natal não precisavam retornar aos seus postos de trabalho. Os alunos ficaram a saber pouco tempo depois. A situação coloca num impasse a reitoria da Universidade de Lisboa, que afirma não poder financiar através da sua acção social os alunos do ISCTE (que são 80% dos frequentadores da cantina) e a Fundação ISCTE gerida por Luís Reto, que se recusa a comparticipar as refeições da cantina, da qual beneficiam principalmente os seus estudantes. A cantina, aberta desde 1975, faz parte de uma rede de cantinas que serve a cidade universitária e suas redondezas, sendo conhecida como “Cantina Nova”. É a única que está aberta aos sábados.

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O ISCTE, cuja gestão é feita há anos através de uma fundação pública de direito privado, tem a oferecer em alternativa aos seus 9000 alunos uma cantina com 90 lugares. As opções de investimento dentro da instituição não deixam de espantar, podendo ser observadas imensas novas infraestruturas, bares concessionados, patrocínios empresariais abundantes, restaurantes gourmet, lojas e até um Clube ISCTE. A questão alimentar e de acção social fica no entanto sobejamente descurada. No mesmo edifício da cantina a encerrar encontra-se um infantário, também dos Serviços de Acção Social da Universidade de Lisboa, que recebe os filhos de estudantes, funcionários, investigadores e professores não só da Universidade de Lisboa, como também do ISCTE. O destino a dar a esta estrutura, cheia de crianças, é algo que também preocupa os estudantes.

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No meio desta situação já corre pelos corredores das instituições académicas que se prepara uma “revolução” nas cantinas, que poderá significar um fecho generalizado das mesmas, a começar pela cantina da Universidade Técnica de Lisboa, no Pólo da Ajuda, que serve as Faculdades de Veterinária, Arquitectura, Agronomia e o ISCSP.

No facebook já está convocada pelo colectivo de estudantes Artigo 74 – Direito à Educação, a concentração Contra o Fecho da Cantina, para a próxima segunda-feira às 12h00, com o seguinte texto:

Está a ser planeado o encerramento da cantina nova da UL. Com 700 a 800 estudantes por dia esta cantina presta um serviço fundamental aos estudantes. Se esta cantina fechar, centenas de estudantes vão ser forçados a recorrer a bares privados mais caros, porque as restantes cantinas públicas também já estão sobrelotadas.
Pelo direito a refeições em qualquer cantina pública!
Junta-te a nós!

http://www.facebook.com/events/378181242271698/?fref=ts

Estaremos presentes.

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