ANARQUISMO E VIOLÊNCIA – por Octopus

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A palavra anarquia vem do grego e significa “sem comando”, mas seria limitativo reduzir-la unicamente à supressão do Estado, o projecto anarquista propõe a sua substituição por uma sociedade organizada sem autoridade. Como tal, a anarquia não é sinónimo de caos, como constantemente divulgado nos meios de comunicação social, antes pelo contrário. Também não é sinónimo de violência, apesar de muitos anarquistas a ela terem recorrido.

A violência está presente na nossa sociedade a vários níveis: o Estado, o militarismo, o patriarcado, o racismo, o sexismo, tudos provocam pequenas e grandes violências políticas, económicas, sociais ou culturais. Partido do facto de que o poder está construído, em parte, com base na violência, não faria qualquer sentido legitimar um princípio que o anarquismo justamente combate.

Existe uma corrente revolucionária não-violenta, apesar de minoritária, no seio do movimento anarquista. A própria definição de anarquismo não é simples, dado que é não baseada num pensador único ou num sistema de pensamento congelado, pelo contrário, caracteriza-se por um pensamento em constante evolução, por princípio o anarquismo opõe-se a todas as formas de absolutismo.

Esta não-violência não significa resignação ou passividade, mas pelo contrário, é um combate constante, na procura da libertação dos constrangimentos impostos pelas estruturas estatais. Essa procura de igualdade entre todos, essa ordem sem Estado, representa a liberdade.

Ser partidário da não-violência, não significa condenar os que não tem outro recurso para se libertar da opressão a não ser o recurso às armas. Não se trata portanto, de erigir a não-violência a um absoluto moral puritano, mas de encontrar, se possível, um meio para combater o opressor.

O movimento anarquista não-violente pode parecer uma forma idealista de combate, mas perante o gigantismo das forças repressivas actuais e os meios de controlo de que dispõem

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