por Rui Oliveira
A próxima Segunda-feira 17 de Dezembro confirma o que já vínhamos antecipando, a rarefacção progressiva nos eventos culturais públicos à medida que se aproximam as “Festas” e assim neste dia apenas tomámos nota de dois ou três de entre eles.
Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 18h, há com entrada livre um Recital de Canto e Piano onde Ângela Silva soprano e Francisco Sassetti piano irão abordar a “Canção Tradicional Portuguesa do Século XX”.
Irão interpretar os seguintes temas de Armando José Fernandes (1906-1983) D. Fernando, Olh’ó mê amôri, Tecedeiras, de Luís Freitas Branco (1890-1955) Loureiro, verde loureiro, Sizirão, de Frederico de Freitas (1902 – 1980) Josezito, Chora Videira, de Armando Leça (1893-1977) Valsinha, Fiandeira, Estrela, Canção Minhota, de Vasco Pearce de Azevedo (1961) Salvaterra me desterra, Bela Aurora, de Joly Braga Santos (1924-1988) O Sizirão, Cantiga de Alvíssaras pela Páscoa, Canção da Videira, de Francisco de Lacerda (1869-1934) Canção triste, Tralala, Saudades da terra
O compositor e maestro Vasco Pearce de Azevedo estará presente enquanto se tocarão duas peças do álbum “Brumas” de Eurico Carrapatoso em que colaborou.
É exactamente “Líria” desse álbum que ouviremos aqui Ângela Silva interpretar (com Francisco Sassetti e Paulo Guerreiro na trompa) :
No campo das conferências/debate, tem lugar nesta Segunda-feira 17 de Dezembro no Goethe-Institut (Campo dos Mártires da Pátria, nº 37) o encerramento do ciclo “ Re-ver os Impérios e os seus Objetos de Fantasia” organizado pelo Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em colaboração com o Goethe-Institut e o Africa.cont.
Nesta 3ª sessão de entrada livre o tema será “Arquivos Imperiais: Signos, Vestígios, Ruínas” e decorrerá das 10.00h às 18.30h, terminando às 18h com o lançamento do livro “Um Império de Papel. Imagens do Colonialismo Português na Imprensa Periódica Ilustrada (1875-1940)” de Leonor Pires Martins.
Na introdução do ciclo dissera-se : “As representações dos impérios tiveram um papel decisivo na autorrepresentação dos europeus a vários níveis – da imprensa escrita à publicidade, da fotografia, cinema, arquitectura e museus aos objectos do dia-a-dia. Os artefactos materiais, os seus vestígios e ruínas, foram, portanto, decisivos para fundamentar e alimentar narrativas de desejo e abjecção, constituindo o ponto de partida para a compilação de um vasto arquivo que ainda determina as narrativas de identidade e pertença nacionais, de inclusão e de exclusão em torno dos estados-nação. Estes artefactos ajudaram, assim, à construção de uma série de projecções e fantasias sobre o “eu” e o “outro” que poderão, ainda hoje, ser relevantes para a compreensão dos limites criados em torno – e dentro – da Europa e do «Ocidente»”.
Na terceira e última sessão deste ciclo, depois de se ter considerado estas questões a partir das artes visuais, regressa-se a uma perspectiva predominantemente antropológico-histórica. No encontro, além do lançamento do livro de Leonor Pires Martins, será exibido o filme “Screening of Signs of Empire” de John Akomfrah (BAFC).
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui )


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