O oceano Pacífico é o maior do nosso planeta. Nos seus 180 milhões de quilómetros quadrados cabem todos os continentes e superfícies emersas. A sua manutenção é essencial para a manutenção do equilíbrio ambiental e ecológico da Terra. Mas na sua parte norte têm aparecido várias ilhas de detritos e sobras, devidas sobretudo à acção do homem. Será mais exacto dizer: devidas sobretudo á negligência do homem. Numa área extensíssima, entre a Califórnia e o Hawai, que por vezes se estende até ao Japão, e que alguns dizem ser maior que a Europa, encontra-se superfícies cada vez maiores cobertas das tais sobras, com abundância de plásticos e outros materiais. Numerosas espécies animais e vegetais estão a ser vítimas dessa acumulação de desperdícios que para ali são arrastados pelas correntes marinhas, que ali, como noutras zonas do globo, formam como que um gigantesco redemoinho. Existem já alguns testemunhos valiosos desta autêntica catástrofe que ali está em curso, ameaçando perigos cada vez maiores. Este problema está a revelar-se também noutras partes do globo. Mas parece ser ali que assume a maior dimensão.
ESTARÁ A FORMAR-SE UM NOVO CONTINENTE NO PACÍFICO? Vejam o filme:
Obrigado a Videos Mais (http://www.videosmais.com.br/poluicao-no-oceano-pacifico/ilhas-de-lixo-no-mar/3144a8918.html)
Quais as medidas que estão a ser tomadas a este respeito? Recentemente o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente apresentou um estudo sobre o assunto na 18ª Conferência Internacional sobre Alterações Climáticas. Leiam a notícia seguinte:
Obrigado a EcoDesenvolvimento.org. Ver http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/mudancas-climaticas-ameacam-ilhas-do-pacifico#ixzz2FCngkypF
Mudanças climáticas ameaçam ilhas do Pacífico, alertam Nações Unidas
Mar do Kiribati, país-ilha situado no Pacífico, ameaçado pelas mudanças climáticas
Foto:
Eskinder Debebe/UN
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) informou que as Ilhas do Pacífico estão sofrendo ameaças devido às mudanças climáticas.
Em comunicado emitido na sexta-feira, 30 de novembro, o Pnuma ressaltou que as ilhas sofrem desafios jamais vistos às suas economias e meio ambiente. Entre os problemas estão o aumento do nível do mar, ciclones tropicais, cheias e secas, entre outros.
O Pnuma baseou-se em um estudo apresentado durante a 18ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-18), em Doha, no Catar. O embaixador de Cabo Verde, que participa do encontro, comentou à Rádio ONU que o tema é preocupante, e que embora a ameaça seja maior para os estados-ilha, como Cabo Verde, o aquecimento global não deixará nenhum país imune.
“Evidentemente que os países insulares enfrentam uma ameaça a sua sobrevivência, mas todos os países, neste momento, grandes, pequenos, ricos, pobres vão ter que se submeter às consequências da nossa inação perante às mudanças climáticas”, observou o embaixador.
Influência na pesca
Durante a COP-18, os países-membros analisam ainda o efeito que as mudanças climáticas têm sobre a pesca e o desenvolvimento costeiro. As ilhas localizadas mais abaixo no Pacífico podem ter até 18% de seu PIB comprometido por causa das novas condições do clima. Até 60% dos répteis, 21% dos mamíferos e 13% dos pássaros da região estão ameaçados. Existe vazamento em 50% do fornecimento de água da área.
O estudo Panorama do Meio Ambiente no Pacífico e das Mudanças Climáticas foi compilado por autoridades da região com o apoio do Pnuma e outras entidades. O documento lista 21 países e territórios e experiências de 500 comunidades. O diretor executivo do órgão da ONU, Achim Steiner, enfatizou que é preciso aumentar a capacidade de gerenciamento dos impactos sobre as ilhas e os moradores.
A COP-18 segue até o dia 7 de dezembro.

