ESPANHA, EXISTE? Balanço e agradecimentos

dorindo1

ESPANHA, EXISTE?

_____________________________________________________________

O dia dedicado ao tema  Espanha, existe? incluiu a apresentação de 25 posts, que abordaram matérias desde a história dos países e povos da península, as línguas por eles faladas e as políticas a que têm estado sujeitos, até aos assuntos económicos e abordagens das várias culturas de modo a dar uma ideia da sua diversidade.

Como balanço final temos a assinalar que houve perto de oitocentas leituras de posts, das quais cerca de um terço do “Reino de Espanha”, correspondendo a um total de mais de trezentos visitantes, demonstrando-se assim o interesse desta iniciativa. Os comentários foram de grande qualidade, dando um excelente contributo e merecendo leitura atenta. Temos a fundada expectativa de que este interesse alargado dos nossos leitores se vai prolongar por sexta-feira e dias seguintes.

Queremos deixar aqui um agradecimento especial ao argonauta Dorindo Carvalho, que cedeu reproduções das magníficas imagens que acompanharam os posts. E felicitar o comandante Pedro Godinho, que tão bem dirigiu a nave durante a viagem por Espanha, existe?

8 Comments

  1. Já sei que é muito provável que os dados do blogue não indiquem quantas dessas visitas “da Espanha” provêm DA GALIZA ou de outro país dentro dessa “Espanha” do computador. Eis mais uma fantasia internética dessa Espanha que tantos cuidados precisa para “existir”… Agradecia que se fizesse, em qualquer caso, referência aos visitantes que por algum motivo sabeis com certeza que são catalães, bascos e galeg@s, por favor. Especialmente, já que sois portugueses, uma referência @s galeg@s que nunca, NUNCA, devem ser tratados por vós como espanhóis.

    1. Isabel – bem-vinda ao debate! Não temos possibilidade de saber quantas leituras nos chegam de cadaa uma das nações que existem dentro do Estado espanhol. Calculamos que as questões aqui levantadas não interessem a quem considera que Espanha é um projecto cumprido e uma realidade inabalável. Também pensamos que a maioria das leituras, registadas como de «Espanha», sejam provenientes, sobretudo da Galiza e da Catalunha. Nós, na coordenação do blogue, nunca confundimos galegos, bascos ou catalães, com espanhóis. O problema é que muitos catalães, bascos e gaalegos se identificam como espanhóis. Vamos fazer referência à grande quantidade de leituras que o debate está a suscitar e dar conta dos dados estatísticos que consigamos apurar. Saudações fraternas, Isabel.

  2. Caro Carlos Loures, para o vosso blogue e a boa imagem que ofereceis não deve ser um problema que “muitos calatães, bascos e galegos” se identifiquem como espanhóis. Isso é problema DELES. Vós colocastes uma interrogação depois de um “existe” referindo-vos à Espanha. Sede consequentes com essa interrogação e não deis por sentado que as estatísticas do computador dizem verdade. Estou certa de que a maior parte das leitoras do meu “não texto” não foram espanholas, porquanto espanholas não percebem português, foram portanto… que?

  3. Galegas, evidentemente.

    Nós tentamos ser consequentes, mas não conseguimos que o sistema informático o seja – não temos culpa de que a Galiza, a Catalunha e o País Basco, sejam considerados Espanha. Os regimes fascistas têm sempre muito cuidado com as máquinas de propaganda – Goebbels dizia que uma mentira mil vezes repetida se transforma em verdade. Tal como, durante os últimos anos do período colonial português, se via muitas vezes na imprensa mundial Angola ou Moçambique referidos como «Portugal», a mensagem franquista de uma «Espanha, una e grande» passou também para o imaginário da opinião pública internacional. A sua mensagem, Isabel, já leva mais de uma centena de leituras.

  4. Caríssimo, pois claro que não têm culpa de que o sistema informático seja espanholista. Sei das taras do sistema informático (“Já sei que é muito provável que os dados do blogue não indiquem quantas dessas visitas “da Espanha” provêm DA GALIZA ou de outro país dentro dessa “Espanha” do computador.”). Mas eu leio a vossa conclusão e vejo: “perto de oitocentas leituras de posts, das quais cerca de um terço da vizinha Espanha”. Da vizinha Espanha?? Exatamente de onde? O programa informático não o diz, mas vós sabeis donde vêm algumas dessas leituras. Por que essa generalização “da vizinha Espanha”? A Espanha será vizinha, mas existe??

    1. Isabel, tem toda a razão – só o cansaço de um dia como foi o de ontem pode justificar esse lapsus linguae. Se fõssemos crentes, rezaríamos vinte avê-marias e trinta padre nossos e o problema estaria arrumado. Assim, com os nossos pedidos de desculpa, vamos repetir mil vezes – VIVA A GALIZA LIVRE E INDEPENDENTE!

Leave a Reply