Selecção e tradução por Júlio Marques Mota
Le Monde, AFP, Reuters
A medida de saúde pública, defendida por uma fundação que luta contra a propagação do HIV / AIDS, foi aprovada em Novembro por 56% dos eleitores no Condado de Los Angeles, capital do filme pornográfico. | REUTERS/MARIO ANZUONI
Vivid Entertainment, uma das principais produtoras de filmes pornográficos nos Estados Unidos recorreu aos Tribunais na Sexta-feira passada para obter a anulação da obrigação feita aos actores de utilizarem preservativo. Uma petição de activistas anti -SIDA reuniu mais de 360 000 assinaturas de pessoas favoráveis à utilização do preservativo pelos actores do porno filmes.
Vivid Entertainment considera que esta lei, aprovada pelo referendo nas eleições de Novembro 2012 é uma violação da primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos , que garante a liberdade de expressão, e pode deitar por terra a indústria do filme X na Califórnia.
Esta medida de saúde pública, defendida por uma fundação que luta contra a propagação do HIV / AIDS, foi aprovada em Novembro por 56% dos eleitores do Condado de Los Angeles, capital do cinema pornográfico. O advogado de Vivid Entertainment, Paul Cambria, disse que a indústria X já tinha mecanismos para reduzir os riscos associados com as doenças sexualmente transmissíveis.
Ele também brandiu a ameaça da deslocalização, particularmente para o México, das rodagens dos filmes. “Esta é uma indústria que vale vários milhares de milhões de dólares e emprega milhares de pessoas, mas desde que este caso se iniciou há já empresas que se deslocalizaram e saíram para fora do Condado de Los Angeles”, disse ele.
Em Janeiro de 2012, a cidade de Los Angeles votou para exigir que os actores de filmes pornos usem preservativos, apesar da oposição da indústria de cinema da Califórnia. Os produtores de filme porno na Califórnia tinham sido forçados no ano passado a suspenderem provisoriamente a sua produção depois de um actor ter apresentado um teste positivo ao vírus da SIDA. A empresa Film los Angeles Inc., uma empresa que emite autorizações para fazer filmes em Los Angeles, disse que 5% das 45.500 autorizações concedidas anualmente são para realizar filmes pornográficos.

