MAKE LOVE NOT WAR
Lisístrata de Aristófanes
De Hélder Costa
Sextas às 21h30
Sala 1
de 1 a 22 de fevereiro
E se as mulheres tomassem o poder e pusessem ordem nisto?
Os tempos de crise servem para reavivar memórias, recordar marcos imperecíveis da História Cultural da Humanidade e são fonte de novas criações.
As guerras do Vietnam em que os miseráveis e paupérrimos camponeses Asiáticos derrotaram o colonialismo Francês e humilharam o imperialismo Norte- Americano provocaram o ressurgimento do movimento pacifista de Bertrand Russel e acalentaram a luta pelos direitos humano de Luther King.
E ficou célebre a palavra de ordem “ Make love, not war !” façam amor e não a guerra!
Mais recentemente com a invasão do Iraque – em que o presidente Bush colocou os Estados Unidos num atoleiro suicida – um movimento feminista Norte- Americano sugeriu a montagem internacional de “Lisístrata” de Aristófanes, a que A BARRACA aderiu.
Nessa peça, o dramaturgo e sátiro Grego inventa (ou cita?), a luta das mulheres contra a guerra decretando a “greve do sexo”. E a história tem um fim duplamente feliz: terminam as hostilidades fratricidas do povo Grego e reencontram-se ou aparecem novas paixões.
Esperemos que terminem todas as guerras que envenenam o planeta.
E sem que seja necessário recorrer a medida tão radical…
Adaptação e Dramaturgia
Helder Costa
Encenação
Helder Costa e Maria do Céu Guerra
Elenco
Patrícia Adão Marques
Vânia Naia
Marta Soares
Carolina Parreira
Adérito Lopes
Sérgio Moras
João Silvestre
Edna Geovetty, Ivandro Pina, José Teixeira, Rita Soares, Sara Rio Frio
Participação
Maria do Céu Guerra
M/12 – Aproximadamente 1h00
Bilhetes – 14,50€
Estudantes, Profissionais de Teatro, menores de 25 e maiores de 65 anos – 11,50€
AS AVENTURAS MARAVILHOSAS
DE SALTAPOCINHAS
De Aquilino Ribeiro
Sábados às 16h00
Sala1
de 2 a 23 de fevereiro
Uma Raposeta sai contrafeita do conforto da toca de seus pais e faz-se à vida, que remédio!!! Pelo caminho encontra texugos, ursos, lobos, mais raposas, e o temível bicho homem. Pilha galinhas, aldraba tudo e todos, papa lebres e lagartixas, amanha-se como pode… apaixona-se, caça, diverte-se, tem filhotes, enviúva. Sozinha cria os filhos, enfrenta perigosas armadilhas, cresce, cresce mais… Senhora da sabedoria dos saltimbancos, já velhota é curandeira… livra a floresta da praga das pulgas, já não caça senão grilos, alimenta-se do pagamento dos seus trabalhos, a floresta precisa dela. À sua maneira é mestre-escola, ensina os pequenos raposinhos, como pode, a não caírem nas mãos do pior inimigo, o Homem. Vive ainda muitos anos, a Salta Pocinhas, muito querida dos raposinhos a quem conta lindas histórias que começam assim: Uma vez tínhamos ido assaltar o poleiro do Juiz de Paz…
Diz o Aquilino Ribeiro que o Romance da Raposa é para Crianças a partir dos 11 anos… hoje já não lhes chamamos crianças. Aos 11 anos são Pré-Adolescentes. Mudam-se os tempos… os 40 de hoje são os trinta de ontem… os 11 serão o quê? seja como for os Espectáculo é para Maiores de 6… bem vindos… miúdos e graúdos… Normalmente os adaptadores aproveitam o enredo e recriam o texto, simplificando-o. Digo isto porque já houve várias adaptações do Romance Da Raposa. Li algumas e o que senti, na maioria dos casos, foi que, embora o resultado da adaptação prometesse um espectáculo muito giro, o Texto do Aquilino ficava por dizer e por ouvir… A minha proposta é um pouco diferente. O texto que se diz em cena é todo retirado do Romance, as cenas foram escolhidas de modo a criar uma unidade narrativa coerente, uma história com princípio meio e fim, passando pelas 3 idades da Raposa… claro que tive de escolher apenas algumas das aventuras do Romance. Caso contrário o espectáculo teria de ser acompanhado com Almoço, Jantar e Ceia… Seja como for este espectáculo quer-se como um incentivo à leitura da obra e não uma substituição dela. Depois de mastigado e devidamente deglutido pelos actores a coloquialidade de Aquilino Ribeiro é de uma clareza surpreendente que, habituados que estamos a ler, usar e ouvir um Português paupérrimo, nos escapa nas primeiras leituras.
Rita Lello
Encenação e Dramaturgia – Rita Lello
Elenco
Vânia Naia
Adérito Lopes
Carolina Parreira
Tiago Assis (em substituição de Ruben Garcia)
Sérgio Moras
M/6 – Aproximadamente 1h15m
Bilhetes – 7,50€ ( mais que uma criança, oferta de um bilhete)
Grupos de mais de 15 pessoas – 7,00€ por pessoa
POR AMOR DE DEUS!
De Hélder Costa
Domingos às 16h00
Sala 1
de 3 a 24 de fevereiro
Com humor, perguntas e respostas oportunas e actuais, surge um debate entre Deus e um simples mortal.
Um mortal tão simples, que nem é crente, nem é ateu.
É somente um ser que do pó veio e ao pó há – de voltar. Mas é um ser curioso e tem a rara e única oportunidade de pôr algumas questões a Deus, que lhe responde com bonomia, bastante paciência e afectividade.
E, no entanto, não deixa de aparecer a “fúria Divina” quando Deus se indigna e denuncia as malfeitorias que a espécie humana sempre praticou em seu nome.
Finalmente, entre muitas outras coisas, o homem aprende que “acreditar num Deus cruel torna o homem cruel”.
Texto, Encenação e Dramaturgia
Helder Costa
Elenco
João D’Avila
M/12 – Aproximadamente 1h00
Bilhetes – 14,50€
Estudantes, Profissionais de Teatro, menores de 25 e maiores de 65 anos – 11,50
M/6 – Aproximadamente 1h00
Bilhetes – por aluno 7€, até 10 professores gratuito

