William Shakespeare // Encenação de Joaquim Benite com Rodrigo Francisco
| Companhia de Teatro de Almada em co-produção com o TNDMII |
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Composta na primeira década do século XVII, Shakespeare terá escrito Timão de Atenas com a colaboração do poeta e dramaturgo seu contemporâneo Thomas Middleton (1580–1627). A peça representou para Joaquim Benite um regresso a esse texto que encenara já em 2008 para o Festival de Mérida, mas também, e sobretudo, um regresso ao teatro do mais glorioso nome da era isabelina: William Shakespeare (1564–1616), cujas peças O mercador de Veneza, Othello e Troilo e Créssida encenara já anteriormente. Numa tradução de grande qualidade, assinada por Yvette Centeno, a peça teve estreia absoluta em Portugal em Dezembro de 2012 e foi a última encenação de Joaquim Benite, constituíndo desse modo a sua criação testamentária. Teatro eterno, encenado para a eternidade da tragédia humana, Timão de Atenas põe em cena o predador humano de qualquer tempo histórico, essencialmente movido pelos maus instintos de sempre. Na primeira parte, Timão convida vários amigos para um deslumbrante banquete, presenteando-os e deixando se ofuscar pelos seus elogios e manifestações de gratidão. Quando toma consciência da penúria, a eles recorre para sanar as dívidas, deparando-se com recusas e recriminações amargas e mesmo humilhantes, restando-lhe a amizade leal de Flávio, seu criado, e as advertências avisadas de Apemanto, filósofo. Decidido a vingar-se, volta a convidar os amigos para novo banquete, servindo lhes agora somente água e pedras. |
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