POESIA AO AMANHECER – 150 – por Manuel Simõess carlosloures4 de Março de 20133 de Março de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext ELÓI DE SÁ SOUTO MAIOR ( c. 1570 – ? ) “SAI A MANHÃ E LOGO LHE ANOITECE” Sai a manhã e logo lhe anoitece, só por cujo respeito amanheceu, se se mostra sereno e claro o céu, logo com negras nuvens se escurece. Florece a rosa e o jasmim florece, até a graça perder com que naceu, ganha flores o vale que as perdeu e as não pode ganhar se as não perdesse. Tal é o estado alegre da ventura, que porque se sustenta da esperança, não pode durar mais que o que ela dura. Em nada mostra o tempo segurança, mudar-se é certa lei, e mais segura ver firmeza do mal, no bem mudança. (de “Ribeiras do Mondego”) Com algumas variantes, o soneto glosa ainda o tema da mudança, pelo que se pode considerar o poeta como epígono de Camões e de Sá de Miranda, os modelos de referência. O jogo de antíteses é característica privilegiada da poesia maneirista. Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...