POESIA AO AMANHECER – 155 – por Manuel Simões carlosloures11 de Março de 201310 de Março de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext TOMÁS DE NORONHA ( ? – 1651 ) A UMA FREIRA QUE LHE MANDOU PEDIR MEIAS E SAPATOS PARA ENTRAR EM UMA COMÉDIA, E UM VESTIDO Canção (fragmento) Vestido, meias, sapatos me pedis, senhora Inês, para entrar numa comédia e sair num entremez. À fé de poeta honrado, que ficareis desta vez despida de todo o ponto, de cabeça, perna e pés. Porque pedir tal vestido a quem vestido não tem, será deixar-vos em branco vestindo-vos em papel. (…) Buscai, senhora, outro amante, que tal vestido vos dê, porque vos não quer vestida, quem só despida vos quer. (…) (De “Poesias Inéditas de D. Tomás de Noronha”) Cognominado “o Marcial de Alenquer”, grande parte da sua produção poética conserva-se manuscrita. Na “Fénix Renascida”, uma das duas colectâneas que reúnem a poesia barroca, foram incluídos alguns dos seus poemas. Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...