Fomos ver MAIS VALE RIR DO QUE CHORAR, do INTERVALO TEATRO
Sexta-feira, dia 5 de Abril, à noite, 34 Vila-Franquenses meteram-se numa camionete e foram a Linda-a-Velha, ao Auditório Lourdes Norberto, que a Câmara Municipal de Oeiras cedeu ao Intervalo Grupo de Teatro, a companhia dirigida por Armando Caldas. A peça em cena é Mais Vale Rir Do Que Chorar, baseada em duas obras de autores franceses.
A primeira chama-se O Chefe É Um Gajo Porreiro (Le Comissaire Est Bon Enfant), de Georges Courteline (1858-1829), nome artístico de Georges Victor Marcel Moinaux, autor satírico francês, nascido em Tours, mas que viveu quase
sempre em Paris, grande observador dos tipos populares, e que se serviu da sua experiência para escrever esta peça, que se terá estreado em 1899, no Gymnase, em Paris (1). Foi eleito para a Academia Goncourt em 1926. A tradução para português foi feita por Dulce Moreira.
A segunda foi intitulada Não Andes Nua Pela Casa (Mais Ne Te Promène Donc Pas Toute Nue!), de Georges Feydeau (1862 – 1921), nome artístico de Georges Léon Jules Marie Feydeau. Este dramaturgo escreveu grande número de
peças de teatro, privilegiando a crítica dos costumes burgueses. As suas obras são normalmente classificadas como pertencendo ao género vaudeville, forma de comédia ligeira que privilegia a intriga e o equívoco, em situações que levam ao absurdo, e que visa sobretudo o entretenimento. Feydeau trabalha-as meticulosamente, para lhes incutir um movimento que cative o espectador. Não Andes Nua Pela Casa foi estreada em 1911. Foi traduzida por Armando Cortez.
Estas duas peças estreiam-se durante a Belle Époque, período de grande ascensão e predomínio da classe burguesa. Pode-se até fazer um pouco o contraste entre as duas partes, Na primeira, em que se apresenta a obra de Courteline, temos a crítica dos procedimentos da polícia e a tentativa de mostrar a diversidade de tipos populares que existem numa grande cidade e o colorido com que nos aparecem. Na segunda, vemos como Feydeau desmonta os preconceitos e põe a ridículo os hábitos e modo de vida da alta burguesia, chegando mesmo a fazer crítica política.
A interpretação, a encenação e a realização em geral são muito bom nível. Vale a pena uma deslocação a Linda – a – Velha, ao auditório Lourdes Norberto, para apreciar o trabalho do INTERVALO GRUPO DE TEATRO.
Mais Vale Rir Do Que Chorar está em cena às Sextas e Sábados às 21h30 e Domingos às 16h00.
Com Adriana Rocha, Cristina Miranda, Fernando Tavares Marques, João José Castro, João Pinho, Diogo Santos, Joaquim Leal, Jorge Aurélio, Fábio Reis e Miguel de Almeida. Cenografia de António Casimiro, música de Carlos Alberto Moniz e direcção de Armando Caldas.
INFORMAÇÕES E RESERVAS
Intervalo – Grupo de Teatro
tel. 214 141 739
intervaloteatro@gmail.com



