Ligado aos ideais republicanos e em consonância com o espírito do tempo, o Autor envereda por uma poesia panfletária ou satírica, abertamente antimonárquica e anticlerical: “A Canalha” (1873), “Claridades do Sul” (1875), “Anticristo” (1886, refundido em 1907 numa versão místico-sentimental), “Fim do Mundo” (1900), por exemplo. Converte-se mais tarde ao catolicismo, produzindo então “A Senhora da Melancolia” (1910), numa adesão a uma forma de lirismo mariânico.