EDITORIAL – O QUE TÊM EM COMUM ISABEL, A CATÓLICA, LENINE E JACK NICHOLSON?

Imagem2Mais uma vez não estamos inclinados a comentar as notícias que marcam a actualidade – Dois secretários de Estado foram afastados por causa do envolvimento em contratos de financiamento que criaram um buraco financeiro na Metro do Porto. São novidades irrelevantes – um governo tecido por equívocos e desonestidades, eleito mercê da política do anterior executivo e não por qualquer outro mérito, denunciando a fragilidade do sistema democrático, um governo  composto por uma massa de oportunistas e de incompetentes de diversas espécies, é natural que se vá decompondo. Aliás, só a cumplicidade de um presidente da República visivelmente incapaz a todos os títulos e a inoperância das oposições, mantêm Passos Coelho no poder. Mas tudo isto está dito e redito. Vamos antes às efemérides.

22 de Abril é um daqueles dias em que, ao longo dos tempos,  têm nascido pessoas que, de algum modo, modificaram ou pelo menos marcaram a história do mundo ou a área em que intervieram. Entre muitos outros notáveis, referimos apenas alguns.  Em 22 de Abril de 1451, nasceu Isabel a Católica, cuja política centralizadora ainda hoje ensombra a nossa Península; em 1724, nasceu Immanuel Kant e em 1766, Madame de Stäel; em 1868, José Vianna da Motta e em 1870, Lenine (e em 1871 Kerenski), em 1899, Vladimir Nabokov; em1904, Robert Oppenheimer; em 1916, Yehudi Menuhin; em 1924, a grande Carmen Dolores e em 1937, o fabuloso Jack Nicholson.

Outra notícia que poderíamos explorar era a da empresa portuguesa que está a exportar coelhos. Seria fácil fazer humor com o êxito da cunicultura nacional. Mas há temas que já nem com humor merecem ser abordados.

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