EDITORIAL – O CAVALO DE TROIA E UM “REALITY SHOW” EM MARTE

Imagem2Hoje não vamos explorar as efemérides. Não porque não as haja – como temos dito, em todos os dias, ao longo dos séculos, nasceram figuras notáveis ou aconteceram coisas importantes. Por exemplo,  24 de Abril do ano de 1184 a.C, terá sido o dia em que os gregos entraram ardilosamente em Tróia usando o famoso cavalo. Do mesmo modo que o sistema democrático foi invadido por inimigos da democracia que entraram na cidade dentro de um cavalo chamado “democracia representativa”. Como se depreende, na véspera do 25 de Abril, o Cavalo de Tróia, dava pano para mangas…

As notícias da actualidade nacional não são entusiasmantes – os tropeços deste governo, que sobrevive “ligado à máquina”, continuam – à beira do abismo, Passos Coelho e a sua gente dão pulos em frente.

Vamos falar de uma organização holandesa, a ‘Mars One’ que, numa sessão pública em Nova Iorque pediu voluntários para uma viagem só de ida a Marte em 2022, onde participarão num ‘reality show’. Todos se podem candidatar, desde que tenham mais de 18 anos e falem bem inglês.

Serão apurados 24 candidatos de diversas nacionalidades que partirão em grupos de quatro. Os quatro primeiros voluntários deverão pousar em Marte em 2023, após uma viagem de sete meses. A empresa já recebeu muitos milhares de e-mails provenientes de mais de uma centena de países.

Passos Coelho, que foi eliminado num casting de Filipe La Féria, os comentadores José Sócrates, Marcelo Rebelo de Sousa e outras figuras mediáticas, como Miguel Relvas, por exemplo, bem poderiam candidatar-se. Todos eles entraram no regime democrático no bojo do Cavalo de Tróia, ou seja, da «democracia representativa». Bem podiam ir até Marte. Dizem que o clima é agradável…

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