CLIENTELISMO E YES MEN – por António Mão de Ferro

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Embora nos últimos tempos a situação se esteja a degradar cada dia que passa, desde há muito tempo que podemos ver em certos governantes e dirigentes dos organismos públicos, gente incompetente, arrogante, ignorante, vaidosa, sem respeito pelos outros, fazer as maiores asneiras convencida de que está a descobrir a pólvora.

Há frases que são típicas dessa estirpe de pessoas como Quando cá cheguei isto estava num caos, tive que começar tudo do zero. O pior é que não têm consciência do que estão a fazer e por isso não têm pudor de dizer que foi o trabalho desenvolvido que os fez ganhar credibilidade!

A cultura da organização para onde são nomeados não conta, daí dizerem que os que lá trabalham desde há algum tempo e que não se convertem em yes men, estão ultrapassados ou são resistentes à mudança.

Fazem reuniões de várias horas porque não as preparam, não sabem gerir o tempo e só delegam nos inúteis, os que a tudo dizem que sim. Já nem admira que se tenha chegado ao desplante de organismos públicos enviarem orientações por email onde nem consta o nome da pessoa que o escreveu, para já nem falar da assinatura.

Assim os serviços públicos vão ficando do modo como estão e não só trazem desmotivados e desinteressados os que lá trabalham e querem fazer um trabalho sério, como prejudicam aqueles que a eles têm de recorrer.

Quem tem que produzir sabe bem quanto de negativo o clientelismo traz. Para mostrar que existem certos governantes publicam orientações patéticas e sujeitam as empresas a normas e mais normas, na maior parte das vezes sem qualquer nexo, e que vão destruindo os empregos e tornando a burocracia endémica ao país.

É por isso necessário que apareçam pessoas com ideias e experiência de trabalho. Se se continuar a entregar lugares da administração pública a jotas sem qualquer experiência, vão-se destruindo aos poucos não só os organismos que gerem, mas o tecido empresarial do país, que passa a maior parte do tempo a tratar de cumprir regulamentos irrelevantes.

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