A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

Com este romance, o que impressiona desde o início é um processo de escrita que considera as potencialidades da palavra, transformando a obra literária num laboratório da narrativa, num lugar de paciente investigação, tudo no sentido de recuperar todas as potencialidades da linguagem e de colocá-las ao serviço do texto. A novidade (e radicalidade) de “Rumor Branco”, com prefácio de Vergílio Ferreira, determinou até uma famosa polémica entre o autor de “Aparição” e o crítico Alexandre Pinheiro Torres, e cujas peças foram publicadas no “Jornal de Letras e Artes” (Janeiro e Fevereiro de 1963).