Multiplica X100 a tua [nossa] língua”

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“Multiplica X100 a tua língua”

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Pró AGLP e AGAL manifestar-se-ão no próximo 17 de maio O blogue X100 recolhe testemunhos de pessoas que multiplicam o galego por cem

A Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa e a Associaçom Galega da Língua convidam a toda a cidadania galega a participar na manifestação do Dia das Letras para defender os valores e os conteúdos da ILP ‘Paz Andrade’. A marcha partirá às 12h da Alameda de Santiago de Compostela, com ambas as entidades a marcharem atrás de umha faixa com o lema «Multiplica X100 a tua língua».

Por palavras de Irene Veiga, presidenta da Pró-AGLP “este é um momento fulcral, em que as nossas duas organizações dão o importante passo conjunto de encabeçar uma mobilização do 17 de maio, aberta a toda a cidadania e com caráter estritamente linguístico, para festejar o sucesso da ILP Paz-Andrade, que é o sucesso de todas e todos nós e também da nossa língua”.

Da Pró-AGLP e da AGAL pedem a  participação na manifestação do ‘Dia das Letras’, quer de maneira  individual, quer trás das faixas dos coletivos que assistirem.  Precisamente, além da proposta conjunta das duas associações, haverá  também o chamado Bloco Laranja, integrado por outras organizações  reintegracionistas e sob o lema «Crescer na nossa língua para estar no  mundo».

Blogue e participação

No contexto desta reivindicação a Pró-AGLP e a AGAL lançaram o blogue X100,  no qual são recolhidos testemunhos de pessoas que multiplicam o galego por  cem, ademais de serem disponibilizados recursos gráficos para as pessoas  interessadas difundirem a campanha. As pessoas que desejarem enviar uma  fotografia e uma reflexão de uns 250 carateres explicando por que se  deve mutiplicar o galego por cem, apenas devem endereçar uma mensagem  eletrónica para agal[arroba]agal-gz.org. Atualmente há já mais de setenta participantes na iniciativa e o objetivo é ultrapassar o centenar antes de 17 de Maio.

 

AGAL e Pró-Academia

MULTIPLICA x100 A TUA LÍNGUA

A maioria dos mapas do mundo costumam agigantar certos países e diminuir outros. Ao longo da nossa vida observamos mapas que desenham para nós e através dos quais vemos a realidade de umha forma concreta. Como sabemos, nom é fácil quebrar esses limites.

Os galegos e as galegas fomos sociabilizados desde há muito tempo na ideia de que a nossa língua se correspondia com a operação aritmética da subtraçome com o atraso. Argumentava-se que tendo a fortuna de ser espanhóis, estava a nosso dispor umha língua, o castelhano, que nos fornecia de todas as necessidades que umha pessoa do mundo ocidental podia reclamar. Nom só, para além de desenhar um mapa enorme para a língua de Castela desenhava um outro mesquinho para a língua da Galiza incapaz de fornecer as suas falantes dos recursos que precisavam, prestando apenas para falar e nem em todos os terrenos.

Em finais dos anos 70 e começos de 80, fruto de umha mudança política, foi desenhada nas instituições umha estratégia para a língua que, segundo os seus artífices, implicava umha nova operaçom aritmética, a soma +. No entanto, esta estratégia partia da base que as outras variantes nacionais da nossa língua, Brasil, Portugal, Angola… nom interessavam e portanto nom interessavam as suas gentes e as suas produções. Havia que começar de zero: traduções, mass média, software, Internet… porque estávamos sós, orgulhosamente sós.

No entanto, milhares de galegos e galegas tomamos já umha decisom importante e cada vez somos mais a o fazer: ignorar os mapas que nos inculcaram na escola, das instituições, dos meios de comunicaçom e reparamos que a operaçom aritmética que melhor condiz com a nossa língua é a da multiplicaçom x

Esta mudança permitiu-nos fazer duas descobertas fundamentais:

Podemos viver em galego sem esperar polas políticas linguísticas da Xunta, sem esperar que decida subvencionar tal ou qual área social, cultural ou técnica. Lemos, ouvimos e vemos o que um cidadão do s.XXI quer ler, ouvir ou ver e fazemo-lo na nossa língua, a língua da Galiza.

A segunda descoberta é que, ao ter acesso a estes recursos, somos um bocado mais ricos que a média porque temos dous planetas linguístico-culturais ao nosso alcance, com só abrir a porta.

O nosso desejo nos anos que se seguem, e para isso trabalha o reintegracionismo, é que toda a cidadania poda usufruir desta multiplicaçom x 100.

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