Em princípio este ano não nos devemos queixar da falta de chuva. Ela tem caído com alguma regularidade. Mesmo neste mês de Maio a chuva tem aparecido. Alguns fins de semana tem-me impedido de fazer uma das coisas que mais gosto: passear desprendidamente, sem a preocupação de chegar a lado algum.
Prejudicados os passeios, aumentaram as possibilidades de alinhavar algumas ideias. Dar uma vista de olhos por livros já lidos, ler alguns pela primeira vez e reler pedaços de outros, quando são técnicos.
Um dos livros em que peguei, foi o de Robert F. Mager, cujo título é “objetivos para o ensino efetivo”. Para dizer a verdade não peguei neste livro por acaso, mas por causa dos programas de formação a que estou ligado. Nesse livro, aparece uma história que sensibiliza para a definição de objetivos. É a seguinte:
“Certa vez um cavalo-marinho, pegou nas suas economias e saiu à procura da fortuna.
Não tinha ainda andado muito quando encontrou uma águia (não confundir com a águia vitória, a do Benfica pois nem sequer é o melhor momento para falar dela, mas já que falei…) que lhe disse:
– Bom amigo para onde vai? Vou em busca da fortuna, respondeu o cavalo-marinho com muito orgulho.
– Está com sorte, disse a águia, por metade do seu dinheiro deixo que leve esta asa, para que possa chegar mais depressa.
– Que bom disse o cavalo-marinho. Pagou-lhe, colocou a asa e saiu como um raio.
De seguida encontrou uma esponja que lhe disse:- Bom amigo para onde vai com tanta pressa? – Vou em busca da fortuna, respondeu.
– Está com sorte, disse então a esponja, vendo-lhe esta scooter por muito pouco dinheiro para que chegue mais depressa?
Foi assim que o cavalo-marinho pagou o resto do seu dinheiro pela scooter e pôde sulcar os mares com velocidade quintuplicada.
De repente encontrou um tubarão que lhe disse:- Para onde vai meu bom amigo? – Vou em busca da fortuna, respondeu-lhe o cavalo-marinho. Está com sorte, se tomar este atalho ganhará muito tempo, apontando para a sua imensa boca…
(Continua)

