AMANHÃ… – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

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Em 1429 o Infante D. Pedro (filho d’El-Rei D. João I) casa com D. Isabel, a sua noiva catalã. O casal virá a gerar seis filhos: D. Pedro, que virá a ser Condestável; D. Isabel, que virá a ser rainha de Portugal ao casar com o seu primo D. Afonso, filho de D. Duarte; D. Jaime, que virá a ser bispo de Arras e cardeal; D. João, que virá a ser rei de Chipre; D. Brites e D. Filipa.

 Após o casamento o Infante pensa dedicar-se às letras e à administração das suas terras. Mas a morte de D. João I em 1433 vem alterar os seus planos. D. Duarte sobe ao trono e o Infante D. Henrique, cruzado serôdio, insiste com ele para que alargue as conquistas de Portugal no norte de África. Depois de Ceuta, a próxima cidade a tomar deve ser Tânger. D. Fernando, o mais novo dos Infantes, entusiasma-se e concorda com D. Henrique.

 Em 1436, nas Cortes de Leiria, o Infante D. Pedro opõe-se à conquista de Tânger. Acha ruinosa a expansão para Marrocos, essas praças serão sempre sorvedouros de homens, armas e dinheiros. Nelas, “os cercadores ver-se-iam cercados”. O que interessa ao país são novas terras que possam ser arroteadas, colonizadas. E essas terras hão-de ser as ilhas desertas, porém férteis, do Atlântico. O que interessa à grei é produzir! Andar em busca da pura glória militar é empenhar o futuro, é ónus sem proveito.

Desta vez o Infante D. Pedro surge à cabeça do amanhã que vem aí…


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