A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Se quiséssemos definir a diplomacia e a propaganda política em termos de pastelaria, diríamos que são a arte de pôr uma cereja no topo de um bolo inexistente. Em 11 de Junho de 1951, Salazar, um manipulador de palavras, que seis anos antes transformara a sua ditadura em «democracia orgânica», fez outro malabarismo, ao transformar as colónias em províncias ultramarinas – «Portugal do Minho a Timor», passou a ser o slogan mentiroso de uma publicidade enganosa. E logo de seguida o Secretariado Nacional da Informação põs o bolo no topo da cereja (ou vice-versa) – “Portugal não é um País pequeno” . O SNI sucedeu em 1945 (quando a ditadura passou a ser uma democracia) ao Secretariado da Propaganda Nacional, criado em 1933 e durante os seus 12 anos dirigido por António Ferro – uma espécie de ministério da mentira.