A ILHA DOS NÁUFRAGOS – de Louis Even – 1 – Uma fábula que permite compreender o mistério do dinheiro

A publicação deste texto foi-nos sugerida por um leitor francês, residente no Quebeque, o amigo Renaud Laillier, a quem agradecemos. Publicaremos, sempre neste horário das 14 horas e sem interrupções, os 19 capítulos da história. No final, o argonauta e Professor de Economia Júlio Marques Mota fará um comentário a esta fábula que nos permite melhor compreender por que razão existe o dinheiro.

1. Salvos do NaufrágioImagem1

 Uma súbita explosão destruiu o navio. Cada náufrago agarrou-se ao primeiro destroço flutuante que conseguiu alcançar. Cinco acabaram por se encontrar reunidos sobre uma jangada que as ondas levaram à deriva. Dos outros companheiros de viagem não houve qualquer  outra notícia. Passaram horas, longas horas a perscrutar o horizonte: – poderia algum navio em rota por estas paragens do oceano resgatá-los? Iria a jangada, por sorte arribar a alguma paragem hospitaleira? De repente, um grito ressoou:

–  Teerrrra! terra à vista! olhai’! olhai para ali! olhai precisamente na direcção para onde nos levam as vagas!

A medida que no horizonte se desenhava o contorno da costa, os rostos enchiam-se de alegria

São cinco, cinco canadianos:

Francisco, o grande e vigoroso é carpinteiro, foi o que lançou o grito: Terra!; Paulo, é aquele que podem ver em primeiro plano na jangada, à esquerda, de joelhos com uma mão no chão e a outra no mastro, é lavrador; Tiago, especializado na criação de animais, é o homem de calças ás riscas que de joelhos na jangada olha em direcção à terra; Henrique, é engenheiro-agrónomo, um pouco corpulento, sentado sobre uma mala salva do naufrágio; Tomás, é prospector mineiro, é o jovem vigoroso que está de pé, atrás do carpinteiro, com uma mão no ombro deste.

Amanhã – Uma ilha providencial

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