Vamos publicar pequenos artigos sobre grandes vultos da cultura lusófona. O realizador cinematográfico Flora Gomes é uma dessas grandes figuras da lusofonia que nos fazem ter orgulho no universo que em torno da língua portuguesa se criou.
Flora Gomes nasceu em Cadique, na Guiné-Bissau, no ano de 1949 e é um dos mais reputados cineastas africanos. Durante a Guerra Colonial, admirador de Amílcar Cabral, esteve exilado, estudando cinema em Cuba e no Senegal (onde trabalhou com Paulino Vieira e com Sérgio Pina).
De regresso à Guiné, após a independência em 24 de Setembro de 1974, trabalhou como operador de câmara colaborando com o Ministério da Informação da jovem República, realizando documentários históricos. A sua primeira longa-metragem data de 1987: Mortu Nega, sobre a luta da independência. O filme foi muito bem recebido pela crítica internacional. Participou em festivais internacionais, como o de Veneza e o de Cannes.
A sua filmografia principal é a seguinte:O Regresso de Cabral (1976); A Reconstrução (1977 – co-realização com Sérgio Pina); Anos no Oça Luta (1978 – co-realização com Sérgio Pina); Os olhos azuis de Yonta (1982); A máscara (1994); Po di Sangui (1996); Nha Fala (2002); As duas faces da guerra (2007).