As casas e cs móveis são trabalho para um carpinteiro. Nos primeiros tempos os cinco náufragos contentaram-se com comidas muito simples. Mas depressa os campos começaram a produzir e o lavrador obteve boas colheitas.
Com a passagem sucessiva das estações o património da ilha foi-se enriquecendo. Enriquecendo não com ouro, nem com papel moeda impresso, mas sim com verdadeiras riquezas, com alimentos, com tecidos para confeccionar roupas, com casas que abrigam e acomodam, com coisas que satisfazem as verdadeiras necessidades.
A vida não era assim tão doce como eles desejariam, pois faltavam-lhes certas comodidades a que estavam habituados quando viviam na civilização. Mas a sua sorte poderia ter sido bem pior.
Além disso, eles tinham já passado tempos de crise no Canadá – lembravam-se das privações sofridas nessa altura, com as lojas repletas de mercadorias, a dois passos daas suas portas- Ao menos na Ilha dos Náufragos ninguém os obrigava a ver apodrecer à sua vista, coisas que eles necessitavam. Taxas e impostos são inexistentes. Confiscações e vendas em leilão, não são de temer.
Se por vezes o trabalho é árduo, pelo menos têm o direito de usufruir dos frutos do seu trabalho. Sobretudo exploram a ilha acalentando a esperança de que um dia poderem rever parentes e amigos, com dois grandes bens conservados: a vida e a saúde.