A ILHA DOS NÁUFRAGOS – de Louis Even – 3 – Uma fábula que permite compreender o mistério do dinheiro

3.As verdadeiras riquezas

Eis os nossos amigos metendo as mãos à obra.  Imagem1

As casas e cs móveis são trabalho para um carpinteiro. Nos primeiros tempos os cinco náufragos contentaram-se com comidas muito simples. Mas depressa os campos começaram a produzir e o lavrador obteve boas colheitas.

Com a passagem sucessiva das estações o património da ilha foi-se enriquecendo. Enriquecendo não com ouro, nem com papel moeda  impresso, mas sim com verdadeiras riquezas, com alimentos, com tecidos para confeccionar roupas, com casas que abrigam e acomodam, com coisas que satisfazem as verdadeiras necessidades.

A vida não era assim tão doce como eles  desejariam, pois faltavam-lhes certas comodidades a que estavam habituados quando viviam na civilização. Mas a sua sorte poderia ter sido bem pior.

Além disso, eles tinham já passado tempos de crise no Canadá –  lembravam-se das privações sofridas nessa altura, com as lojas  repletas de mercadorias, a dois passos daas suas portas- Ao menos na Ilha dos Náufragos ninguém os obrigava a ver apodrecer à sua vista, coisas que eles necessitavam. Taxas e impostos são inexistentes. Confiscações e vendas em leilão, não são de temer.

Se por vezes o trabalho é árduo, pelo menos têm o direito de usufruir dos frutos do seu trabalho. Sobretudo exploram a ilha acalentando a esperança de que um dia  poderem rever parentes e amigos, com dois grandes bens conservados: a vida e a saúde.

Amanhã – Um inconveniente maior

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